Saúde e meio ambiente: o desafio da saúde ambiental
Carlos Góes | 14 de novembro de 2009 | 2:55
Saúde e meio ambiente: o desafio da saúde ambiental
A Organização Mundial da Saúde (OMS) é um membro do sistema ONU que detém grande relevância, por ser aquele cujo mandato destina-se a cuidar das questões sanitárias referentes aos povos das Nações Unidas. Fundada em 1948 e atualmente dirigida pela Dra. Margaret Chang, a OMS detém o desafio de dirigir e coordenar as ações sanitárias dentro do sistema ONU. Ela também deve determinar as diretrizes a serem mantidas a fim de garantir os objetivos de saúde em todos os países membros das Nações Unidas. Desta feita, dentre suas responsabilidades destacam-se exercer um papel de liderança em relação aos assuntos sanitários mundiais, estabelecer uma agenda de pesquisas, fixar normas e prestar apoio técnico em matéria de saúde a todos os países da organização.
Mesmo tendo sido criada há mais de 60 anos, a OMS tem se preparado, com êxito, para enfrentar os problemas de saúde do século XXI, como aqueles relacionados à questão da poluição, da saúde mental, da saúde ambiental e, mais urgentemente, das pandemias, como a Influenza A e o HIV/AIDS. Contando com mais de 8000 funcionários em 147 países, a OMS tem, de forma bem sucedida agregado o conhecimento de médicos, epidemiologistas e cientistas com a expertise do pessoal administrativo, analistas de sistemas, assim como especialistas em socorro em conflito. Essa gama de experiências distintas reunidas faz com que a OMS possa ser um organismo dinâmico que, aos 61 anos, continue atuando vigorosamente na governança global no campo da saúde.
Para a OMS, saúde ambiental abarca todos os efeitos físicos, químicos e biológicos externos e todos seus efeitos conexos que influenciam o comportamento humano. Ademais, saúde ambiental abrange avaliar e controlar esses fatores ambientais os quais têm o potencial de afetar a saúde. Seu objetivo é prevenir as doenças provocadas por esses elementos e, consequentemente, criar ambientes favoráveis à saúde. Sendo assim, a organização tem como uma de suas funções “promover, com a cooperação de outras agências especializadas, quando necessário, a melhoria da nutrição, da moradia, do saneamento, da recreação, das condições econômicas, do trabalho e de outros aspectos da saúde ambiental”. Dessa feita, vê-se que a promoção da saúde ambiental é um dos mais importantes objetivos da organização.
Promover a saúde ambiental no século XXI tem sido um grande desafio encarado pela OMS. Isso porque as escolhas dos países por um crescimento econômico desalinhado a um desenvolvimento responsável têm comprometido a saúde das populações. As ameaças à garantia da saúde ambiental variam desde a falta de acesso ao saneamento básico, o que expõe as populações menos favorecidas a doenças como cólera e verminoses, até sérios problemas relacionados à poluição da água, do ar e do solo, chegando a desastres provocados por problemas no funcionamento de usinas atômicas.
Percebe-se assim que tanto países desenvolvidos como aqueles em desenvolvimento podem encarar desafios para a garantia da saúde ambiental. E, em todos os casos, a resposta pode ser levada à prática através de mecanismos limpos de geração de energia, além da reciclagem de detritos. Práticas de desenvolvimento sustentável têm como conseqüência efeitos positivos que favorecem a promoção da saúde ambiental. Tendo consciência que o direito ao desenvolvimento deve ser atingido em consonância com o direito à saúde, a Organização Mundial da Saúde convida os países para sua 63ª Assembléia Mundial da Saúde, para discutir de que formas os membros da Organização podem alcançar o desenvolvimento econômico e mantê-lo em consonância com uma cultura de respeito à saúde ambiental.
Sítios de referência:
- OMS – Sítio Oficial (em inglês, francês, espanhol, árabe, russo e chinês)
- OPAS Brasil – Sítio Oficial (em português)
Equipe responsável:
- Srta. Isabela Cunha
- Srta. Rebecca Pacheco
- Srta. Fernanda Leão
- Srta. Cristal Ribeiro





