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Pomoção #Sinus140

Chico | 23 de março de 2010 | 0:23

A SINUS 2010 está chegando e a expectativa cresce na modelândia e no Modelândia. Enquanto o dia não chega, nós e a SINUS fechamos uma parceria para divertir os delegados que estão contando os dias para o modelo e também para aqueles que não poderão participar. É a promoção “SINUS140, um bom delegado se revela em 140 caracteres”. Confira o regulamento:

1. Siga @modelandia e @sigasinus no Twitter;

2. Escolha um país qualquer e publique no Twitter qual seria a posição defendida por esse país em um dos comitês da Sinus 2010 em apenas 140 caracteres;

3. Para que sua publicação seja aceita ela deve conter a hashtag #SINUS140;

4. Não serão aceitas frases que tenham abreviações, com exceção de siglas reconhecidas para o nome de países (EUA, por exemplo) ou organizações (ONU);

5. Serão aceitas publicações até as 21h do dia 30 de março de 2010;

6. As cinco melhores publicações serão selecionadas pela Equipe Modelândia e serão disponibilizadas para votação em uma enquete na página inicial de Modelândia de meio-dia de 31 de março de 2010 até as 22h do dia 3 de abril de 2010.

7. O concorrente cuja frase for a mais votada até o final da promoção será considerado o vencedor e receberá como prêmio um exemplar do livro “50 grandes estrategistas das Relações Internacionais”, de Martin Griffiths;

8. O segundo e terceiro colocados receberão uma camiseta da SINUS 2010;

9. O resultado final da promoção será anunciado na cerimônia de encerramento da SINUS 2010, no dia 4 de abril de 2010, a partir das 15h30, e estará publicado no site Modelândia durante um mês a partir de 5 de abril de 2010.

Para facilitar a vida dos delegados e começar a dar asas à criatividade modeleira, segue um exemplo de post com 140 caracteres, este para a CIJ:

A Geórgia é vítima constante de ameaças russas. Isso éinaceitável. Há anos, a única coisa boa que nos chega da Rússia é a vodka! #SINUS140

Entendeu a brincadeira? Então siga-nos no Twitter e participe!!

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City Tour e Seguro de Viagem: garanta já o seu

Carlos Góes | 22 de março de 2010 | 23:29

A todos os participantes da SiNUS 2010 é oferecida a oportunidade imperdível de conhecer a obra de arte em forma de concreto e mármore de Oscar Neimeyer. O pacote do city tour está logo abaixo nesta página.

É possível também fazer um seguro viagem para cada delegado. (Veja abaixo)

Acesse o site da agência de turismo oficial: Rotas da Terra.

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Relação final dos delegados

Átila | 22 de março de 2010 | 21:25

Atenção Srs. pais, delegados e professores, a relação definitiva dos delegados inscritos está diponível aqui.

Confira os dados e qualquer problema nos informe o mais breve possível!

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No Dia Mundial da Água, ONU defende urgência de preservação

oms | 22 de março de 2010 | 17:40

Retirado do Estado de São Paulo online. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,no-dia-mundial-da-agua-onu-defende-urgencia-de-preservacao,527671,0.htm

Hoje, data em que se comemora do Dia Mundial da Água, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um comunicado sobre a qualidade do recurso, vital para a vida na Terra. No documento, a entidade lembra que a qualidade da água em todo o mundo é ameaçada pelo crescimento populacional e pela expansão das atividades industrial e agrícola.

O texto afirma também que as mudanças climáticas ameaçam alterar o ciclo global hídrico e que há a necessidade urgente que os setores público e privado de todo o mundo se unam para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade de rios, lagos e aquíferos. Para tanto, diz o documento, a população deve se comprometer a evitar a poluição futura da água, tratando as já contaminadas, e restaurar a qualidade e saúde de rios, lagos aquíferos e ecossistemas aquáticos.

“A qualidade da água se tornou uma questão global”, diz o comunicado, lembrando os milhões de toneladas de esgoto e dejetos industriais e agrícolas que são despejados diariamente nos rios. Em consequência dessa prática, mais pessoas morrem por contato com água contaminada do que a soma de todas as formas de violência, sendo que os mais atingidos são crianças menores de cinco anos.

Além da questão humana, o relatório fala sobre as perdas econômicas decorrentes, lembrando que a falta de água e de instalações sanitárias, apenas na África, são estimadas em US$ 28,4 bilhões, o que significa cerca de 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

A boa notícia, lembra a ONU, é que soluções são implementadas em vários lugares. Mas a entidade diz que atitudes corajosas precisam ser tomadas nos âmbitos internacional, nacional e local, já que o assunto precisa ser tratado como prioridade global, pois a vida humana depende de nossas ações tomadas hoje. O documento é encerrado com a frase “água é vida”.

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Brasil ajudará a recuperar a Educação Superior no Haiti

unesco | 22 de março de 2010 | 15:39
Depois do terremoto que ocorreu em janeiro e que no qual mais de 200 mil pessoas morreram, o Haiti começa a fase de reconstrução e conta com a ajuda brasileira. O auxílio, firmado em fevereiro em Porto Príncipe, por meio de um memorando de cooperação, visa à reconstrução e o fortalecimento do sistema de educação superior haitiano.
Sendo o direito à educação algo fundamental e esclarecido no documento, este fortalece a idéia de que a universalização do ensino superior é uma das bases para impulsionar o desenvolvimento do país afetado.
O Governo brasileiro ajudará nas modalidades de graduação e pós-graduação, incluindo aquelas que envolvem convênio, na qual parte do curso é concluída em outro país. Bolsas de mestrado e doutorado do programa PEC-PG serão ofertadas a estudantes haitianos no Brasil, além de cursos de português em universidades brasileiras, com a concessão de recursos de custeio. Programas acadêmicos de curta duração, como cursos e seminários ministrados por professores e pesquisadores brasileiros, serão oferecidos no Haiti.
A execução da parte brasileira do acordo caberá à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), à Secretaria de Educação Superior (SESu) e dos Ministérios da Educação e das Relações Exteriores.
Fonte: Terra.
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Mulheres têm papel fundamental no combate à mudança climática

cdh | 22 de março de 2010 | 12:11

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em seu relatório anual O Estado da População Mundial 2009, lançado recentemente revela que as mulheres sofrem uma carga desproporcional vinda das mudanças climáticas, já que compõem a maior parte do1.5 bilhão de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia.

”Com a possibilidade de uma catástrofe climática à vista, não podemos nos dar ao luxo de relegar 3.4 bilhões de mulheres e meninas para o papel de vítimas”, disse a Diretora Executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid. “Não faria mais sentido termos 3.4 bilhões agentes de mudança?”

O relatório do UNFPA também demonstrou que o investimento nas mulheres e meninas — especialmente em educação e saúde – impulsiona o desenvolvimento econômico, reduz a pobreza e traz benefícios para o meio ambiente. Segundo ele, as meninas com mais educação tendem a ter famílias menores e mais saudáveis já que possuem acesso a serviços de saúde reprodutiva – incluindo planejamento familiar.

Fonte: UNIC Rio de Janeiro  -  http://unic.un.org/imucms/rio-de-janeiro/64/31/home.aspx

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Caos e greve tomam conta da Grécia

istambul | 22 de março de 2010 | 2:12

Reportagem publicada em 05/03/2010

Em Berlim, a chanceler Angela Merkel encontra-se hoje com o primeiro-ministro da Grécia, Georges Papandreou. As relações entre os dois países estão desgastadas e as publicações nos jornais alemães do dia não contribuem para melhorar o contexto.

O ministro alemão da Economia, Rainer Bruderle, disse à imprensa que o governo não vai dar nem um centavo à Grécia, mergulhada em uma forte recessão econômica. Bruderle acrescentou que cada país da União Europeia é responsável por seus assuntos e que o governo grego precisa implementar com eficiência o seu plano de austeridade fiscal. As declarações do ministro alemão são uma resposta ao líder grego, que disse a um jornal de Frankfurt que a Grécia precisa do apoio da União Europeia para conseguir melhores condições de crédito no mercado.

O jornal mais vendido na Alemanha, o Bild, colocou mais lenha na fogueira em sua edição de hoje. Publicou uma lista com todas as irregularidades cometidas pelo governo grego, com o título: “Você está na Alemanha, um país muito diferente do seu”; uma clara provocação a Georges Papandreou. No fim da reportagem, o tom é amenizado: “Nós queremos ser amigos da Grécia e é por isso que demos a esse país 50 bilhões de euros desde a sua entrada na União Europeia”.

Em uma entrevista concedida ao jornal alemão FAZ, o premiê grego condenou o tratamento injusto recebido pela imprensa alemã nesse momento de crise.

A Grécia ameaça recorrer ao Fundo Monetário Internacional, uma eventualidade que já foi rejeitada pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet. Para a União Europeia, esta solução provaria ao mundo que o bloco não é capaz de solucionar seus problemas sozinho.

No domingo, Georges Papandreou vem à França pedir apoio ao presidente Nicolas Sarkozy e, na segunda-feira, voa para Washington, sede do FMI, onde encontrará o presidente Barack Obama.

Um país em greve

A Grécia está praticamente parada nesta sexta-feira.

Greves e manifestações acontecem em todo o país, pouco antes do Parlamento adotar medidas rigorosas de austeridade, para reequilibrar as finanças; o plano prevê 4,8 bilhões de euros de economia para reduzir a dívida (113,4%) e o déficit público (12,7 % do PIB).

Em Atenas, milhares de manifestantes reuniram-se e houve confrontos entre sindicalistas e policiais. Os transportes aéreos e terrestres estão fortemente perturbados e engarrafamentos gigantescos podem ser registrados em toda a cidade, que também está sem transporte público.

O serviço público e o tráfego aéreo serão interrompidos entre meio-dia e dezesseis horas (horário local, de 7h às 11h da manhã em Brasília). As escolas ficarão fechadas durante 24 horas e até os sindicatos de policiais chamaram seus membros para aderirem às manifestações.

Fonte: http://www.rfi.fr/actubr/articles/123/article_15506.asp

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IMPORTANTE: Prazo de entrega dos DPOs

Carlos Góes | 20 de março de 2010 | 23:31

Senhores Delegados,

Informamos que o prazo para o envio dos Documentos de Posição Oficial aos e-mails institucionais de suas respectivas comissões é Segunda-Feira, dia 29 de março. É importante ressaltar, ademais, que é necessária a entrega de uma cópia impressa de seu DPO, à Mesa Diretora de sua comissão, no dia 31 de março.

Em caso de dúvida, consulte a seção Preparação > Documento de Posição.

LISTA DE EMAILS INSTITUCIONAIS
  • Agência Internacional de Energia Atômica (aiea@sinus.org.br)
  • Conferência de Istambul, Reunião Conjunta FMI-Banco Mundial (istambul@sinus.org.br)
  • Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (cdh@sinus.org.br)
  • Conselho de Segurança das Nações Unidas – Histórico (csnu@sinus.org.br)
  • Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ecosoc@sinus.org.br)
  • Corte Internacional de Justiça (cij@sinus.org.br)
  • Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (fao@sinus.org.br)
  • Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (unesco@sinus.org.br)
  • Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (unido@sinus.org.br)
  • Organização Internacional do Trabalho (oit@sinus.org.br)
  • Organização Mundial da Saúde (oms@sinus.org.br)
  • United Nations Conference on Cybercrime (coc@sinus.org.br)
  • UNSC Counter-Terrorism Committee (ctc@sinus.org.br)
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No ar: anexos da Conferência de Istambul

istambul | 20 de março de 2010 | 1:50

Estão finalmente disponíveis os anexos ‘about‘ do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Para acessar os documentos, siga os links abaixo:

About Banco Mundial

About FMI

Lembramos que essas leituras são indispensáveis na a preparação para a Conferência de Istambul. As informações apresentadas compõem a essência da preparação especializada de cada delegado. O objetivo dos anexos é dotar os delegados de uma compreensão do tipo de trabalho realizado por cada uma das instituições de Bretton Woods, já que o escopo das nossas discussões abordará essa face meta-operações do Fundo e do Banco.

Portanto, nada melhor que ter uma boa idéia de como é o dia-a-dia do trabalho dessas organizações.

Entre as seções contidas nos abouts, figuram:

  • Mandato e histórico da instituição
  • Block position
  • Questões que um communiqué deve responder

Em breve, disponibilizaremos um manual de conceitos econômicos para auxiliá-los com os termos específicos da linguagem econômica. Fiquem de olho!

Atenciosamente,

Equipe de Istambul

PS.: Esclarecendo as dúvidas de alguns delegados, nossas reuniões conjuntas funcionarão da seguinte maneira: as delegações serão representadas pelas duplas de delegados; cada dupla possui apenas um voto (proporcional ao peso do país em votações substantivas) – ou seja, apenas um delegado levanta sua placa; e as delegações se pronunciam enviando um delegado para discursar dentro do tempo pré-estabelecido.

É importante ter em mente a especialidade de cada delegado para tratar de temas gerais do ponto de vista do FMI e do Banco Mundial. Serão necessárias habilidades de trabalho em equipe para que haja a coordenação adequada dos delegados, em defesa dos interesses de seu país, durante as sessões conjuntas – para elaborar discursos, votar em conjunto e negociar com outras partes.

Para maiores esclarecimentos, envie-nos um e-mail: istambul@sinus.org.br

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Definição de homossexual em proposta de lei

oit | 19 de março de 2010 | 22:11

Está no Congresso Ugandense um projeto de lei para a criminalização de práticas homoafetivas. Veja aqui umas partes dessa lei: (tradução livre feita por Raduan Meira)

Parte II – Homossexualidade e práticas relacionadas

(1) Uma pessoa comete a ofensa de homossexualismo se (a) ele penetrar o ânus  ou a boca de outra pessoa do mesmo sexo com seu pênis ou qualquer outro aparelho sexual;(b) ele ou ela usar qualquer objeto ou aparelho sexual para penetrar ou estimular o órgão sexual de uma pessoa do mesmo sexo, (c) ele ou ela tocar outra pessoa com a intenção de cometer o ato da homossexualidade

A lei na integra pode ser vista nesse site (em inglês): http://www.refugeelawproject.org/others/09_12_18_Anti-homosexuality_Bill_Compilation_4.pdf
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Guia Geral das Conferências no ar!

Carlos Góes | 19 de março de 2010 | 17:17

Caros Delegados,

Sejam bem-vindos à SiNUS 2010!

O Guia Geral das Conferências tem como objetivo guiá-los em sua preparação para o evento. Aqui estão explicadas as regras de simulação gerais e específicas dos comitês da SiNUS 2010, o código de vestimenta do evento, um glossário modeleiro; além de dicas sobre oratória e negociação.

Para uma melhor compreensão do que é a SiNUS e como funcionam os Modelos das Nações Unidas de uma forma geral. Acrescentamos também um breve histórico dos MUNs no Brasil, que inclui uma pequena parte sobre a origem da SiNUS, e explanação sobre as estruturas básicas de um modelo.

Desejamos a vocês uma excelente experiência nesses cinco dias de simulação. Que vocês se divirtam, trabalhem e aprendam tanto quanto nós nos divertimos, trabalhamos e aprendemos durante o longo ano de preparação do evento para vocês.

Secretariado – SiNUS 2010

Guia Geral das Conferências:
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Guia de Perfil: Uma breve introdução aos sistemas jurídicos contemporâneos – O Common Law

cij | 18 de março de 2010 | 16:19

Texto elaborado pela equipe da CIJ – Diego Nardi

1.   Common law 

O sistema jurídico que embasa a formação de juízes oriundos do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do norte, bem como de inúmeros outros países que estiveram a ele ligado é o Common law, termo este cuja utilização causa, muitas vezes, confusão em decorrência dos inúmeros sentidos que pode adquirir quando utilizado em diversos contextos. Todavia, antes de aprofundarmos no tema, cabe compreender que tal sistema, originariamente “elaborado pela ação dos Tribunais Reais de Justiça”[1] ingleses, compreende, além da Inglaterra, a grande maioria dos  países de língua inglesa e aqueles que “politicamente estiveram ou estão associados à Inglaterra”[2], como Austrália, Nova Zelândia, Canadá, dentre outros. Certamente, não encontraremos nesses países uma cópia fiel ao modelo inglês, todavia, os preceitos gerais e as linhas delineadoras, sem dúvida, assemelham-se muito, sendo marcante a influência.

Os juristas de tal sistema orgulham-se da continuidade histórica que ele apresenta, uma vez que se desenvolveu de forma autônoma, sem sofrer, ao longo de sua evolução, nenhuma interrupção em decorrência de revoluções. No entanto, apesar da grande relevância que o conhecimento histórico possui para compreensão de tal sistema, segundo nos ensina o Professor René David, “não se deve exagerar esse caráter histórico di direito inglês”[3], uma vez que, tanto o sistema ao qual nos submetemos, o Civil Law, pertencente a família Romano-Germânica, bem como o Common law, “tiveram que se adaptar a mudanças e fazer face às necessidades de sociedades que sempre foram e são, afinal de contas, muito semelhantes”[4].

Conforme Glanville Williams, em sua mais influente obra, Learning the Law, existem quatro maneiras através das quais pode ser compreendido o termo Common law. A primeira refere-se à Common law enquanto o direito que não é local, mas sim o direito que é comum a toda Inglaterra. O segundo entendimento se traduz por aquele direito que não é resultado de legislações, mas, enquanto tal, criado através das decisões judiciais (precedentes[5]) e dos usos e costumes do povo. Um outro entendimento remete ao direito que não é  a equity[6], e, por fim, pode significar o direito que não é direito estrangeiro, mas sim o direito da Inglaterra ou outros países que adotaram o Common law enquanto ponto de partida, abarcando, nessa significação, o todo do direito inglês, que seja, os precedentes, costumes locais, a legislação e a equity.[7]

Dentre os diferentes significados apresentados, o último tem maior relevância para compreensão do embasamento jurídico que fundamenta as decisões e a maneira de pensar daqueles juízes oriundos de países onde o sistema jurídico é a common law.  Uma compreensão abrangente de tal sistema requer muito mais que algumas páginas para que sejam apresentadas suas principais instituições e seu perfil, portanto, é aconselhável a busca de bibliografia complementar para uma maior compreensão. Todavia, buscando traçar linhas gerais, faz-se valoroso ressaltar algumas de suas principais características, sobretudo em relação ao período moderno.

Após o século XVIII, sobretudo no século XIX, houve uma profunda modernização do direito inglês, principalmente no que diz respeito ao processo e ao desenvolvimento da legislação, o que não significa que os precedentes tenham perdido a importância que sempre tiveram, pelo contrário, permanecem ocupando papel central em tal sistema, ao passo que a legislação busca apenas uma complementação, oferecendo novas possibilidades. Característica marcante de tal sistema é ser o direito, maiormente, um direito de processualistas e de práticos[8]. Além disso, trata-se, na definição de René DAVID, de um sistema aberto, uma vez que “comporta um método que permite resolver todas as espécies de questão, mas não comporta regras essenciais que possam ser aplicadas em todas as circunstâncias”, como ocorre, por exemplo, nos sistemas da família romano-germânica, onde o processo de interpretação legal é fundamental, ao passo que na common law a prática dominante é a da distinction, ou seja, técnica que caracteriza-se, na aplicação do direito, por estabelecer-se a partir de legal rules anteriormente formuladas, buscando “descobrir a legal rule, talvez nova, que deverá ser aplicada em espécie; esta tentativa é conduzida levando-se em conta os fatos de cada espécie e considerando com cuidado as razões que existem para distinguir a situação que hoje se apresenta das que foram apresentadas no passado”[9].

1.1        O Sistema dos Estados Unidos da América

A common law foi o sistema que triunfou no Estados Unidos, não obstante a influência de outros sistemas, sobretudo o francês. Um julgado do século XVII, Calvin’s Case, estabeleceu que “a common law inglesa é, em princípio, aplicável”[10] nas colônias inglesas. No entanto, havia uma restrição e foi, justamente, tal restrição que apresentou papel fundamental no desenvolvimento do sistema jurídico dos Estados Unidos, qual seja, “a common law inglesa só é aplicável nas colônias na medida em que as suas regras são apropriadas às condições de vida dos colonos”[11] e, conforme foi observado, elas eram muito pouco apropriadas às condições ali existentes. Todavia, com o passar dos anos, o desenvolvimento das colônias e a busca de um elo entre elas e a Inglaterra, em decorrência das influências francesas, acabaram por permitir a aplicação de certas leis inglesas, como, por exemplo, o Statute of Frauds e a utilização da obra clássica de Blackstone, Comentários sobre a common law. 

Todavia, a independência acabou por tornar a França uma aliada, ao passo que a Inglaterra passou a ser taxada de rival e, na busca por uma autonomia jurídica, sobretudo com a promulgação da Constituição e da Declaração de Direitos, presenciou-se diversas tentativas de codificação, conforme o sistema francês, obtendo alguns resultados, como, por exemplo, fazer com que numerosos Estados adotassem códigos de processo civil e criminal e de direito penal.[12]

No entanto, após toda turbulência, fora a common law quem prevaleceu, mas com características distintivas em decorrência do conflito entre o sistema francês e o inglês.

Em relação ao direito inglês, vale frisar que é admitido em território americano apenas aquilo que já existia até a independência das colônias, não sendo aplicável o desenvolvimento posterior, sem, no entanto, retirar a qualidade de modelo que o sistema inglês sempre representou para os Estados Unidos, observando-se, certamente, um paralelismo na evolução do direito inglês e do direito americano.[13] Mas, conforme dito anteriormente, são profundas as diferenças entre os dois países, sobretudo em relação ao regime político, o que, certamente, exerce reflexos no sistema jurídico, uma vez que um país é uma república presidencialista, enquanto outro é uma monarquia parlamentar que desconhece a noção de direito federal e direito estadual[14]. Além disso, ao contrário da Inglaterra, os Estados Unidos possuem uma Constituição escrita e dogmática, ou seja, consolidada em um texto único, ao passo que a Inglaterra possui uma constituição não escrita e histórica. Tal Constituição, dotada de uma Declaração de Direitos, é a base das instituições americanas e o fundamentos das liberdades nos Estados Unidos, sendo, assim, elemento fundamental na organização judicial,[15] uma vez que traduz princípios que devem ser respeitados na elaboração e aplicação do direito, uma vez que não há possibilidade de haver direito que se oponha à constituição.

Tal como na Inglaterra, a jurisprudência tem papel fundamental no sistema americano, todavia, ao contrário do que ocorre atualmente com o direito inglês, onde a legislação começa a ganhar maior importância, a lei escrita sempre teve papel de relevo, funcionando, sobretudo, como elemento uniformizador do direito nos Estados Unidos.

Certamente, são inúmeras as demais diferenças existentes entre os dois sistemas, porém, como o presente texto não tem a pretensão de esgotar o tema, faz-se suficiente o exposto para uma breve introdução.

 


[1] DAVID (2002:351)

[2] Idem.

[3] DAVID (2002: 356)

[4] Idem.

[5] Em decorrência de sua natureza histórica, a common law relaciona-se intimamente com os precedentes judiciais, sendo eles, sem dúvida, principal fonte criadora de direitos. Assim, rege neste sistema o princípio  do stare decisis, ou seja, a obrigação de respeitar e, quando da aplicação, lançar mão das regras estabelecidas anteriormente pelos juízes e de respeitar os precedentes jurisprudenciais. A estrutura organizacional da justiça inglesa exerce papel fundamental para aplicação de tal princípio, uma vez que há uma divisão entre justiça superior (cujo órgão máximo é a Câmara dos Lordes) e inferior, devendo esta respeitar as decisões daquela. Segundo René DAVID, “analisa-se a regra do precedente, teoricamente, em três proposições muito simples: 1º – As decisões tomadas pela Câmara dos Lordes constituem precedentes obrigatórios, cuja doutrina deve ser seguida por todas as jurisdições, salvo, excepcionalmente, por ela própria; 2º – As decisões tomadas pela Court of Appeal constituem recedentes obrigatórios para todas as jurisdições inferiores hierarquicamente a este tribunal e, salvo em matéria criminal, para o próprio Court of Appeal; 3º – As decisões tomadas pelo High Court of Justice impõem-se às jurisdições inferiores e, sem serem rigorosamente obrigatórias, têm um grande valor de persuasão e são geralmente seguidas pelas divisões do próprio High Court of Justice e pelo Crown Court” (DAVID, 2004:429).  Certamente, tais princípio simplificam bastante o que realmente ocorre, todavia apresentam-se útil para uma primeira compreensão. Cabe ressaltar que apenas as decisões da Câmara dos Lordes e da Supreme Court of Judicature constituem precedentes obrigatórios.

[6] O termo equity, em português equidade, significa, em relação à linguagem popular, justiça natural, todavia, quando abordado o sistema da equity, é necessário ter a consciência que não é este o significado que se busca traduzir, apesar de tal nome ter sua razão de ser em decorrência de tal sistema ter sido, originariamente, inspirado pelas idéias do direito natural. Todavia, hoje, a equity é nada além de um elemento particular do direito inglês. Seu surgimento remonta à Idade Média, quando as cortes do common law não eram capazes de reparar o dano em certos casos onde tal ato  se fazia necessário. Desta forma, os litigantes, desapontados, peticionavam ao Rei que, enquanto tal, era considerado “fonte de justiça”, buscando, assim, alcançar a reparação que desejavam. Feito isso, o monarca, através de seu Chanceler, estabelecia, eventualmente, o tribunal de Chancelaria, cujas decisões e regras, muitas vezes, passavam a integrar regularmente o direito inglês. Diversas foram as conseqüências de tal divisão ao longo da história, gerando inúmeros conflitos. Todavia, após o Ato de Judicatura, de 1873, os tribunais de common law e o tribunal de chancelaria foram extintos, sendo estabelecido, em substituição, a Suprema Corte de Juridcatura (Sumpreme Court of Judicature), cuja competência incluía total poder para administrar tanto o common law quanto a equity. Todavia, continuaram a haver impasses entre os sistemas, uma vez que, apesar de fundida a administração, o common law e a  equity não se misturaram. Conforme expressou Lord Diplock,os dois afluentes se encontraram e agora correm no mesmo canal, mas suas águas não se misturam. Porém, havendo conflito, foi estabelecido que as regras da equity devem prevalecer. (WILLIAMS, Glanville. Learning the Law).

Mas qual era fonte de tamanha insatisfação por parte dos litigantes? Conforme lembra René David, a common law “elaborada na estrita dependência de processos formalistas, estava exposta a um duplo perigo: o de não poder desenvolver-se com liberdade suficiente para dar satisfação às necessidades da época, e o de uma esclerose resultante da rotina dos homens de lei”(DAVID. 2002: p.370), assim, em decorrência dessas insuficiências da common law, a equity surgiu como uma tentativa de corrigir as injustiças, atuando como um complemento as regras ali existentes, uma vez que, em sua grande maioria, as regras da equity pressupõem uma regra da common law. Certamente, há outros aspectos históricos que melhor abordam a questão da equity. No entanto, tendo em vista não ser a proposta do presente texto exaurir o tema, o exposto é suficiente para a compreensão.

[7] WILLIAMS (2002: 25)

[8] DAVID (2002: 404)

[9] DAVID (2002: 411)

[10] DAVID (2002: 449)

[11] DAVID (2002: 450)

[12] DAVID (2002:453)

[13] DAVID (2002:455)

[14] Conforme afirma a décima emenda à constituição dos Estados Unidos da América, “Os poderes não delegados aos Estados Unidos pela Constituição, nem por ela negados aos Estados, são reservados aos Estados ou ao povo”. Segundo René David, o mesmo princípio é admitido na Austrália, todavia o inverso é adotado pelo Canadá, onde o Ato da América do Norte Britânica, que regula esta questão, entrou em vigor no dia seguinte à Guerra Civil dos Estados Unidos, julgando-se, então, oportuno travar toda veleidade possível de secessão desenvolvendo os poderes das autoridades federais.

[15] DAVID (2002:477)

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Medidas cautelares na Corte Internacional de Justiça

cij | 18 de março de 2010 | 16:14

Texto elaborado pela equipe da CIJ – Leonardo Lage

Providências cautelares são as que têm por objetivo a salvaguarda imediata dos direitos cujo reconhecimento se solicita ao tribunal que aprecia o mérito. Noutras situações urgentes nem sempre é possível limitar-se a medidas puramente cautelares. Assim, poder-se-á ordenar certas medidas a título provisório que tenham efeitos similares à decisão que se prevê quanto ao mérito. Em seguida, a decisão final poderá negar ou confirmar estas medidas provisórias. À imagem das providências cautelares, as medidas provisórias são tomadas antes de ser adotada uma decisão quanto ao mérito da questão. No caso da Corte Internacional de Justiça, diferentemente do que ocorre em ordenamentos jurídicos nacionais, “providências cautelares” e “medidas provisórias” podem ser consideradas expressões sinônimas.

O Estado demandante, caso considere que os direitos que constituem o objeto do seu pedido estão em perigo imediato, pode pedir a qualquer momento que a Corte Internacional de Justiça indique, a título temporário, medidas cautelares. Se for necessário, a presidência da Corte pode então conclamar as partes a que cessem qualquer atividade que possa impedir a efetividade de uma eventual decisão, podendo tomar medidas cautelares para garantir os efeitos desejados. Em todos os casos, um procedimento sumário é instaurado, tendo prioridade sobre todos os demais. Constitui uma fase separada do caso e, em geral, uma decisão é proferida dentro de três a quatro semanas. Já nesta fase do processo, o Estado demandado pode contestar a competência da Corte ou não se apresentar. O poder da Corte para indicar medidas provisórias é inerente à sua função jurisdicional, uma vez que permite a ela assegurar, de acordo com as circunstâncias, que o próprio objeto do litígio que lhe é submetido seja preservado antes que a sentença seja proferida. É por essa razão que a Corte tem competência para indicar medidas que excedam aquelas solicitadas.

Os julgamentos relativos à indicação de medidas provisórias levam em consideração tanto a disposição do art. 41 do Estatuto[1]quanto a jurisprudência da Corte para determinar se, no caso em análise, verificam-se as condições necessárias para uma decisão em sentido positivo. Além disso, devem-se ponderar as normas de direito internacional invocadas pela parte demandante para justificar o seu pedido.

No caso do pedido de indicação de medidas provisórias interposto pela Geórgia, um dos principais argumentos encontra-se no art. 22 da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial. Dispõe o artigo (§ 2º): “Qualquer controvérsia entre dois ou mais Estados Partes relativa à interpretação ou aplicação desta Convenção, que não seja resolvida por negociação ou pelos processos previstos expressamente nesta Convenção, deverá ser, a pedido de qualquer das partes em litígio, submetida à Corte Internacional de Justiça para decisão, salvo se os litigantes acordarem noutro modo de solução”. Em decorrência disso, duas questões se colocam: (1) se de fato existe um conflito entre as partes “com relação à interpretação ou aplicação da presente Convenção” e (2) se o pressuposto de que a disputa “não seja resolvida por negociação ou pelos procedimentos expressamente previstos na presente Convenção” foi cumprido no caso em apreço.

Para que a condição de negociação anterior ao pedido seja cumprida, basta que uma tentativa tenha sido feita e que tenha ficado claro, em algum ponto, que não havia chance de sucesso. Em qualquer caso, é evidente que quando a negociação é expressamente prevista por um tratado, a Corte não pode ignorar essa condição prévia sem qualquer explicação, nem pode abrir mão dessa condição apenas pela observação de que a questão não foi resolvida pela via da negociação. Portanto, não basta que tenha havido contato entre as partes: esses contatos devem ter sido sobre o objeto do litígio, isto é, a interpretação ou a aplicação da Convenção.

Mesmo que a jurisdição prima facie tenha sido demonstrada, de acordo com a jurisprudência da Corte Internacional de Justiça há ainda duas condições necessárias ao caso para que sejam indicadas medidas provisórias: nominalmente, a existência de um risco de dano irreparável aos direitos em disputa e a urgência.

Se os pressupostos enumerados estiverem presentes no caso, os juízes da Corte poderão indicar medidas provisórias.

[1]Artigo 41. (1) A Corte terá faculdade para indicar, se considerar que as circunstâncias assim o exijam, as medidas provisórias que devam ser tomadas para resguardar os direitos de cada uma das partes. (2) Enquanto a sentença permaneça pendente, as medidas indicadas serão notificadas imediatamente a ambas as partes e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Cf. Estatuto da Corte Internacional de Justiça. Disponível em: http://www.icj-cij.org/documents/index.php?p1=4&p2=2&p3=0. Acesso: 18/03/2010.

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ONU cria plano de ação para garantir direitos de adolescentes

unesco | 17 de março de 2010 | 9:00
Meta é aumentar projetos de apoio às garotas entre 10 e 14 anos que vivem em países em desenvolvimento; Unfpa, OMS e Unicef estão entre as organizações que assinam o documento.
Seis agências da ONU lançaram na quarta-feira um plano de ação para garantir os direitos das garotas entre 10 e 14 anos que vivem em países em desenvolvimento. O acordo foi assinado pela direção do Unicef, da Unesco, da OMS, do Unifem, do Unfpa e da Organização Internacional do Trabalho, OIT.
Segundo o documento, a maioria das 600 milhões de garotas dos países em desenvolvimento estão invisíveis aos governos. Muitas vivem na pobreza, sofrem discriminação de gênero, abusos, exploração e são
obrigadas ao trabalho ou casamento forçado.
Prioridades
Nos próximos cinco anos, as agências das Nações Unidas vão aumentar o apoio à criação de políticas e de programas que beneficiem as adolescentes. A meta é trabalhar em conjunto com governos, sociedade civil e comunidades.
O plano tem cinco estratégias: garantir que as jovens entre 10 e 14 anos tenham condições econômicas e sociais; fornecer às adolescentes informações de saúde e nutrição, incluindo educação sexual e prevenção do HIV; proteger as garotas de toda a forma de violência, abuso e exploração; desenvolver projetos de garantia aos direitos humanos e fornecer acesso à educação de qualidade.
De acordo com um estudo recém – lançado pela Unesco, 71 milhões de adolescentes no mundo que deveriam estar no Ensino Fundamental, estão fora da escola. Deste total, 70% são da Ásia, 30% vivem na África Sub- Saariana e 3% são da América Latina.
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/177181.html (04/03/2010)
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Austrália reconhece pessoa sem sexo pela primeira vez

oit | 16 de março de 2010 | 10:39

BBC Brasil

Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos, segundo a imprensa australiana. O governo do Estado de New South Wales emitiu uma certidão de “Gênero Não-Específico” a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não reconhece Norrie como homem ou mulher.

Norri se considera andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha por
pessoas com diferentes identidades sexuais.

Norrie, de 48 anos, nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, ele passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.

No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se “neutro”.

‘Gaiola’ dos gêneros
“Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios”, afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger na semana passada.

Norrie assina seu nome como “norrie mAy-Welby”, um trocadilho com “may well be”, que em inglês significa “pode ser”.

Em e-mail à BBC Brasil, Norrie comemorou a decisão do governo australiano. “Liberdade da gaiola do gênero!”, escreveu.

Segundo a notícia publicada no The Scavenger, os médicos declararam em janeiro deste ano que não conseguiram determinar o sexo de Norrie – nem fisicamente nem em função do seu comportamento.

A certidão de gênero não-específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália, segundo o portal. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.

Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo.

A porta-voz do Sage, Tracie O’Keefe, disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust, que ajuda pessoas com problemas de identidade sexual, saudou a decisão do governo de New South Wales.

Fonte: http://www.dzai.com.br/correioweb2/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=29866

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‘Falsa invasão’ causa pânico na Geórgia

cij | 16 de março de 2010 | 9:24

Programa de TV leva ao ar imagens de tanques e notícia de morte de presidente do país

14 de março de 2010 | 11h 39 (http://www.estadao.com.br)

Um programa transmitido por uma emissora de televisão da Geórgia provocou pânico no país, ao levar ao ar imagens de tanques russos nas ruas e a notícia de que o presidente do país estava morto.  

No programa do canal governista, imagens de arquivo da guerra de 2008 são mostradas enquanto um apresentador fala do que aconteceria caso a oposição tomasse o poder depois do assassinato do presidente do país, Mikheil Saakashvili.

Embora a transmissão tenha sido apresentada como uma “simulação de eventos possíveis”, muitos georgianos não viram a advertência, segundo o correspondente da BBC em Tbilisi, Tom Esselmont.

De acordo com Esselmont , por alguns momentos, os georgianos tiveram a sensação de que a história se repetia, em uma volta à época da guerra com a Rússia, em 2008.

O presidente da empresa que controla o canal Imedi TV, George Arveladze, pediu desculpas pelos problemas que o programa possa ter causado à população.

Problemas de saúde

Hospitais afirmaram ter recebido inúmeras ligações com queixas de infartes, palpitações e outros problemas provocados pelo programa.

A guerra com a Rússia, que invadiu o país para apoiar a província da Ossétia do Sul, aconteceu há apenas 18 meses, e tanques russos chegaram a passar a menos de 50 km da capital georgiana.

Segundo o correspondente da BBC, depois que a situação voltou ao normal no país, ficou claro que o programa foi um ataque mal-disfarçado a políticos da oposição georgiana que recentemente estiveram em Moscou, em encontros com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.

Um político da oposição classificou o programa de “nojento” e dezenas de georgianos fizeram um protesto espontâneo em frente aos estúdios da Imedi TV.

O conflito se iniciou no dia 7 de agosto de 2008, quando a Geórgia bombardeou a região separatista para tentar retomar o controle sobre a província rebelde.

Em reação, forças da Rússia, país com a qual parte da população da província se identifica, repeliram o ataque e avançaram em território georgiano até chegar a 45 km da capital, Tbilisi.

Os russos acabaram expulsando soldados georgianos das regiões da Ossétia do Sul e da Abecásia, que desde então são reconhecidas por Moscou como Estados independentes, mesmo sem o respaldo da comunidade internacional.

Segundo um relatório europeu, cerca de 850 pessoas morreram durante a guerra e mais de 100 mil foram obrigadas a deixar suas casas. Cerca de 35 mil ainda permanecem na situação de deslocados, afirmou a comissão.

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‘Falsa guerra’ transmitida na Geórgia foi provocação, diz Rússia

cij | 16 de março de 2010 | 9:21

Emissora provocou pânico ao mostrar imagens de uma suposta invasão russa em rede nacional

15 de março de 2010 | 10h 36 (http://www.estadao.com.br)
 
O Ministério de Exteriores da Rússia considerou como uma provocação a transmissão de uma falsa invasão do Exército russo na Geórgia pelo canal Imedi. O episódio provocou pânico no país, que vive tensões diplomáticas com Moscou.

  

“O provocador programa causou um claro prejuízo à segurança e à estabilidade da região, aumentando significativamente o nível de tensão em uma situação naturalmente já complicada”, disse Andrei Nesterenko, porta-voz da chancelaria russa. 

O porta-voz classificou como “vergonhosa e imoral” a atitude do canal Imedi e pediu aos observadores europeus e à comunidade internacional que condenem esse ato. “Na Geórgia, muitos acham que a provocação da Imedi não pôde ser realizada sem a autorização das autoridades”, disse Nesterenko, insinuando a participação do governo no episódio. Segundo ele, o presidente georgiano Mikhail Saakashvili “não escondeu sua aprovação ao programa, o qual disse ser muito parecido com a realidade”. 

Na noite de sábado, foi exibido um noticiário informando que tanques russos estariam a caminho da capital Tbilisi, que o presidente Saakashvili havia sido assassinado e que líderes de oposição haviam se alinhado às forças invasoras. Foram levadas ao ar imagens da guerra travada em 2008 entre os dois países. 

Um breve aviso levado ao ar pouco antes do programa dizia tratar-se de uma “simulação” dos desdobramentos possíveis de uma eventual invasão russa, mas o programa em si não trazia nenhuma advertência de que se tratava de uma simulação. 

A transmissão do programa coincidiu com um dos frequentes cortes das linhas telefônicas móveis e fixas, o que contribuiu com o pânico instaurado entre os habitantes da região. 

A Presidência divulgou um comunicado logo após a exibição das imagens dizendo que o presidente Saakashvili criticou o programa alarmista sem aviso prévio de que seria fictício em um país com uma guerra ainda na memória. O canal Imedi, entretanto, é dirigido por um empresário partidário de Saakashvili. 

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72 milhões de crianças em África não frequentam a escola

unesco | 16 de março de 2010 | 9:00

Evento na Etiópia vai debater as conclusões do relatório da Unesco, “Educação para Todos-2010″; segundo o documento, o orçamento educacional na África Subsaariana poderá sofrer um corte de US$ 4, 6 mil milhões em 2010.

A diretora-geral da Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, inaugura esta terça-feira, em Adis- Abeba, na Etiópia, uma conferência de alto nível sobre o impacto da crise económica na educação e os desafios da marginalização.

O evento de três dias contará também com a presença do chefe de Estado etíope, Meles Zenawi e do presidente em exercício da União Africana, Jean Ping.

Desafios Educacionais

Organizada pela agência das Nações Unidas, a reunião vai debater as conclusões do relatório “Educação para Todos-2010″.

As discussões vão centrar-se no impacto da recessão global sobre a educação e os problemas que continuam a limitar o acesso de largas camadas da sociedade ao ensino.

Um painel vai também abordar os desafios educacionais em países que enfrentam situações de emergência, como o Haiti.

O relatório alerta que a crise financeira global ameaça privar milhões de crianças nos países mais pobres de educação. Segundo o documento, 72 milhões de crianças africanas não frequentam a escola.

Como consequência directa da recessão, o orçamento educacional na África Subsaariana poderá sofrer um corte de US$ 4, 6 mil milhões em 2010.

Ganhos Sociais

A Unesco indica ainda que uma combinação de pressões orçamentais, crescimento económico lento e aumento da pobreza poderá pôr em causa muitos dos ganhos sociais alcançados na última década.

A conferência da Unesco “Educação para Todos” foi estabelecida para fazer o seguimento anual do Fórum Mundial da Educação, realizado em Dakar, Senegal, no ano 2000.

Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/176720.html (23/02/2010)

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Banco Mundial ou FMI?

istambul | 15 de março de 2010 | 12:00

Para ajudar nessa decisão, encontram-se abaixo links para alguns vídeos interessantes sobre as duas instituições.

Um mundo global

Promovendo o crescimento

Uma introdução ao FMI

Por um mundo livre da pobreza

Lembrem-se de enviar um e-mail para istambul@sinus.org.br com o o país representado, o nome completo de cada delegado  e o órgão (Banco Mundial ou FMI) para o qual cada um foi designado.

Sistema de votação ponderado

Segue abaixo a lista de países completa da Conferência de Istambul, bem como os pesos dos votos de cada membro nas votações substantivas. Observem que os pesos são os mesmos tanto no FMI quanto no Banco Mundial.

País membro Peso do voto País membro Peso do voto
Africa do Sul 1,1% Haiti 0,1%
Alemanha 7,9% Índia 2,5%
Arabia Saudita 4,3% Indonésia 1,3%
Argentina 1,3% Israel 0,6%
Bangladesh 0,3% Itália 4,3%
Bélgica 2,8% Japão 8,1%
Bolívia 0,1% Malásia 0,9%
Brasil 1,9% México 1,9%
Canadá 3,9% Noruega 1,0%
Chile 0,5% Polônia 0,8%
Cingapura 0,5% Reino Unido 6,5%
Coréia do Sul 1,8% Rep. Popular da China 4,9%
Espanha 1,9% Suíça 2,1%
Estados Unidos 22,6% Tailândia 0,7%
Federação Russa 3,6% Turquia 0,7%
Filipinas 0,6% Venezuela 1,6%
França 6,5% Total 100%

Os pesos são baseados no número de quotas que cada país possui, as quais são determinadas pela contribuição financeira de cada país para o Fundo e para o Banco e, em geral, refletem o tamanho relativo de sua economia. Por sua vez, as quotas determinam os poderes de voto de cada estado membro, bem como os limites com que aquele pode acessar o financiamento das instituições. O número de quotas é variável ao longo do tempo, conforme os países aumentam suas contribuições voluntariamente ou a pedido do FMI ou do Banco, quando há necessidade de expansão dos fundos disponíveis para empréstimo.

Documento de Posição Oficial

Para a Conferência de Istambul, cada delegação deve preparar dois documentos de posição específicos aos assuntos a serem tratados no Banco Mundial e no FMI. Os documentos devem ser assinados pelo respectivo delegado responsável por aquela instituição. As regras para a elaboração do documento podem ser encontradas aqui.

Lembrem-se de que o arquivo do documento de posição deve ser enviado para o e-mail institucional da nossa comissão (istambul@sinus.or.br) antes do início da Sinus. Além disso, as delegações devem levar uma cópia impressa dos documentos para ser entregue na revisão de regras, no primeiro dia do evento.

Documento Final: Communiqué

Seguem abaixo links para communiqués anteriores publicados pelo FMI e pelo Banco Mundial, para transmitir uma noção do que se trata. Notem que, no todo, o communiqué acaba por ser mais simples que um documento de resolução formal da ONU. Observem também a natureza da separação das cláusulas por temas.

Modelo Communiqué 1

Modelo Communiqué 2

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Documento de Posição Oficial – Unesco edition

unesco | 15 de março de 2010 | 9:41
Queridos delegados,
gostaríamos de indicar algumas fontes de pesquisa para auxiliar na confecção do Documento de Posição Oficial (DPO). Lembramos que o DPO não é apenas um resumo da política do seu Estado sobre aquele assunto, mas é também, de forma mais indireta, o resumo das relações do seu Estado com os demais membros da comunidade internacional.
No nosso caso, os documentos de posição devem indicar principalmente (i) a relação do Estado com Religião – se o Estado é laico ou não e se permite manifestações religiosas – e (ii) as condições de ensino primário – uma sugestão: incluir dados sobre o ensino no país que você está representando -. Uma outra sugestão é incluir bons exemplos de políticas relacionadas à educação e à religião para que possam ser compartilhadas durante as sessões. Encorajamos também incluir as dificuldades que os países enfrentam em relação aos temas para serem discutidas em sessão, visando uma troca de experiência entre os países e a buca pela solução de problemas.
Segue, abaixo, lista de sites que podem auxiliar na pesquisa para escrever o DPO:
Site da Unesco para Educação
Site do Unicef (situação das crianças por país)
Relatório do Unicef sobre a situação das crianças, edição comemorativa dos 20 anos da Convenção dos Direitos da Criança
Site do UPR (neste site, a ONU disponibiliza relatórios dos países sobre a situação dos direitos humanos para o mecanismo de revisão periódica universal)
Site do RefWorld/Acnur (ainda que destinado a auxiliar pesquisas para a agência para refugiados, é possível encontrar referências a todos os temas de direitos humanos no site)
Site da Anistia Internacional
Site da Human Rights Watch
Relatório do Departamento de Estado Americano sobre Direitos Humanos
Relatório do Departamento de Estado Americano sobre Liberdade Religiosa
Por fim, abaixo, reproduzimos parcialmente uma reportagem da BBC (traduzida pelo Ítalo) sobre o uso do véu em países europeus.
Cordialmente,
Equipe Unesco
O Véu islâmico através da Europa
Países através do continente têm debatido o assunto do véu mulçumano em suas várias formas, como a burka, que cobre todo o corpo e o niqab, que cobre a face, deixando expostos apenas os olhos. O debate aborda liberdade religiosa, igualdade feminina, tradições laicas e até o medo de terrorismo.
FRANÇA
A França, há anos, vem debatendo se proíbe o véu integral.
No início desse ano, o Presidente Nicolas Sarkozy disse que o véu “não é bem vindo” na França.
E foi seguido por um comitê parlamentar recomendando o banimento parcial, declarando que o véu cobrindo a face é uma afronta aos valores franceses e propôs que ele seja proibido em locais que prestam serviços públicos – tais como hospitais e escolas – e em transportes públicos.
REINO UNIDO
Não há proibição de roupas islâmicas no Reino Unido, mas escolas podem adotar seus próprios uniformes depois de uma diretiva em 2007, mas foi seguida por diversas ações nas cortes superiores.
O Secretário de Escolas, Ed Balls, disse em Janeiro desse ano que não é “costume britânico” dizer às pessoas o que vestir nas ruas, logo após um pedido feito por um partido britânico para que todas as vestimentas islâmicas que cobrissem o rosto fossem proibidas.
O ex-líder desse mesmo partido, Nigel Farage, que liderou 13 parlamentares do seu partido em Bruxelas, disse que os véus são
símbolo de “uma Grã-Bretanha cada vez mais dividida”, que “oprimem” as mulheres e que são uma ameaça em potencial à segurança.
Foi a primeira vez que um partido britânico manifestou interesse em uma proibição total. Antes apenas havia pedidos para que o véu fosse banido nas escolas, feitos por um partido anti-imigração do Reino Unido (BNP).
A reportagem continua aqui.
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Levantamento revela que trabalhadoras rurais sofrem agressões domésticas rotineiramente

oit | 14 de março de 2010 | 20:58

Escolaridade e engajamento em movimentos sociais não são fator de proteção

Danielle Santos
Publicação: 07/03/2010 08:12

O preconceito ainda está marcado na pele de dona Joana (nome fictício), de 57 anos. Acostumada a lidar com a enxada de sol a sol desde cedo, a moradora de Arapiraca (AL) enfrentou rotineiramente uma realidade ainda mais dura: a da violência doméstica. “Já apanhei de facão, de corda, de pau. Às vezes, não sabia por que estava acontecendo aquilo, mas não tinha como pedir ajuda”, lamenta. Ela afirma que só conseguiu enxergar um lampejo de esperança após relatar os abusos a membros da igreja que frequentava. “Foi importante o acolhimento das pessoas porque a gente sente vergonha e não sabe até que ponto pode levar os problemas de casa para a rua.” Divorciada, hoje Joana é dona de sua própria vida.

Histórias como a de dona Joana são corriqueiras entre as mulheres que vivem no campo. De acordo com um levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (Contag), 55,2% delas já sofreram algum tipo de violência — psicológica, física ou sexual. Dessas, 63,6% foram agredidas pelo próprio marido. Realizada em 2008, a pesquisa reuniu depoimentos de 529 mulheres de todo país, levando em consideração o nível de escolaridade, o grau de participação social e a situação socioeconômica das entrevistadas.

“O que nos preocupa é saber que, desse grupo, todas têm articulação com entidades sociais. São pessoas bem instruídas e que nem por isso deixam de sofrer com o descaso e a humilhação. Imagine aquelas que não têm esse acesso”, lamenta a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag, Carmen Foro. A sondagem confirma que 95,4% das mulheres ouvidas têm alguma atuação sindical. Além disso, a grande maioria mantém vínculos com igrejas, associações comunitárias, cooperativas ou partidos políticos.

Sem garantias
Um dado estarrecedor evidenciado pelo estudo é que a independência financeira da mulher parece não ser uma variável relevante no quadro de violência. Das entrevistas, 81,5% não dependiam do marido para sobreviver, sendo que 61,2% se declararam chefes de família. Os números permitem supor que a maioria trata as agressões como problema de foro íntimo, que não deve ultrapassar a porta de casa. Jacinta (nome fictício), 33 anos, pensava assim. Apanhava do companheiro com quem vivia há 12 anos sem nunca ter confidenciado as agruras nem à sua mãe. Até o dia em que teve coragem de se separar e voltar à casa dos pais, localizada em outro município. “Sempre cuidei da casa e das coisas, então, teve uma hora que não tive medo de abandonar aquela vida para começar tudo de novo. Consegui arrumar outro emprego e tocar minha vida”, conta.

Dentre as formas de violência listadas pela pesquisa, a psicológica foi a responsável pelo maior número de vítimas. Cerca de 73,4% se sentem reprimidas, insultadas, humilhadas pelo companheiro ou por algum parente. Em seguida vem a violência física, sofrida por 51,1% das mulheres.

“Já apanhei de facão, de corda, de pau. Às vezes, não sabia por que estava acontecendo aquilo, mas não tinha como pedir ajuda”
Joana (nome fictício)

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/07/brasil,i=178005/LEVANTAMENTO+REVELA+QUE+TRABALHADORAS+RURAIS+SOFREM+AGRESSOES+DOMESTICAS+ROTINEIRAMENTE.shtml

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Mensagem aos delegados de Istambul

istambul | 14 de março de 2010 | 12:33

Caríssimos delegados e delegadas,

Bem vindos à Conferência de Istambul! Esta comissão representa o Conselho de Governadores do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, órgão máximo de deliberação sobre questões relativas às instituições de Bretton Woods. Considerem-se pessoas extraordinárias por terem aceitado esse desafio. Primeiro, porque vocês estarão lidando com assuntos de suma relevância para a nossa realidade. Esperamos que vocês cheguem ao fim das nossas atividades com um entendimento refinado acerca das forças que regem a vida econômica e política. Além disso, a compreensão do tópico em questão exigirá um esforço um pouco acima da média (em termos de carga de leitura, por exemplo); mas tenham fé! Nada do que verão está além do alcance de vocês, e o sentimento de realização quando as coisas começarem a fazer sentido fará tudo ter valido a pena.

O objetivo desta mensagem é tentar iluminar seu caminho na preparação para a nossa Conferência, da maneira mais breve e informal possível. Para começar, é necessário deixar claro alguns aspectos essenciais da nossa simulação. São eles: o funcionamento do sistema de reuniões conjuntas/separadas, as regras especiais de procedimento, e a preparação que deve ser feita para os debates.

A Conferência de Istambul é uma comissão simulada em duplas, porém com um aspecto inovador. A preparação dos delegados de um país deve ser especializada, de modo que cada delegado fique responsável por tratar dos assuntos que dizem respeito a uma das instituições de Bretton Woods. Embora alguns temas sejam comuns a ambos os órgãos, grande parte daqueles é específica ao FMI ou ao Banco Mundial. Logo, desde já as delegações devem definir quem ficará responsável por cada órgão, tendo em mente que durante boa parte dos debates os delegados trabalharão separadamente. Por outro lado, viremos a ter algumas reuniões conjuntas, incluindo a preparação de um documento final único para a Conferência.

Assim que cada delegação definir a especialidade de cada delegado da dupla, por favor envie um e-mail para nosso endereço oficial (istambul@sinus.org.br) com o país representado e o nome completo do delegado designado para o FMI e para o Banco Mundial. Em breve enviaremos mais informações sobre a natureza de cada instituição para auxiliar a identificação de afinidades e a decisão de quem ficará responsável pelo quê.

Quanto às regras especiais de procedimento da Conferência de Istambul, seremos bem objetivos. Elas são apenas duas, e estão listadas abaixo:

1. Sistema de votação ponderado

Cada país membro presente na Conferência possui um peso representando a quantidade de quotas do país. Nas votações substantivas, os pesos são contabilizados (independentemente do quórum) para definir se se atinge maioria simples (>50%) ou qualificada (>=70%). Quando os dois comitês estiverem reunidos, cada dupla de delegados vota de forma conjunta, observando-se os pesos dos países para as votações substantivas.

2. Documento final: Communiqué

O documento final a ser produzido pela Conferência de Istambul difere do formato padrão das resoluções da ONU. Em primeiro lugar, não existem cláusulas preambulatórias. Segundo, as cláusulas operativas devem ser divididas pelos temas a que se referem. O caráter das cláusulas não é meramente recomendatório, mas executivo, uma vez que o Conselho de Governadores é a instância máxima de decisão no âmbito das instituições de Bretton Woods. As exigências mínimas de signatários, bem como regras de divisão da questão, etc., são as mesmas. Por fim, a Conferência produzirá um único communiqué, o qual remeterá aos assuntos do FMI e do Banco Mundial. No entanto, a elaboração do documento poderá ser feita por partes em cada uma das instituições, e posteriormente compiladas quando da votação final.

Por fim, listamos abaixo todo o material preparado conjuntamente pelas diretorias do Fundo Monetário e do Banco Mundial, seguido das respectivas instruções de leitura:

  • Artigo principal: Metodologia de financiamento internacional e estratégias nacionais de estabilidade e desenvolvimento econômico

Primeiro e mais importante documento. Esta leitura é o coração da preparação para a Conferência de Istambul, e deve ser integralmente lida com o máximo de atenção por todos os delegados. A esta altura, vocês já devem ter terminado ou estar em vias de terminar a primeira leitura. Em breve, será disponibilizada uma nova versão do mesmo artigo com os conceitos econômicos em grifo, para facilitar a utilização do glossário Mini-Palgrave (o qual em breve também estará no ar). Lembre-se que toda a equipe diretora do FMI-BM está à sua disposição para sanar quaisquer dúvidas durante a preparação.

  • Seção about do FMI ou Banco Mundial: (disponível em breve)

Segundo documento a ser lido. Inclui o resumo do mandato e do histórico de cada uma das instituições de Bretton Woods, bem como alguns detalhes úteis de suas operações (e.g. tipos de linha de crédito). ATENÇÃO: os delegados apenas precisam ler a seção referente à instituição a que foi designado (embora possam ler as duas se desejarem). Ao fim do documento encontram-se o resumo do posicionamento dos blocos de países, e também uma lista de questões para guiar a reflexão sobre os tópicos que o futuro communiqué incluirá. Ambas estas últimas seções são diferentes para o FMI e para o Banco Mundial, de modo a orientar a preparação especializada das delegações.

  • Postagens no blog oficial da Conferência de Istambul:

As eventuais postagens futuras neste blog são de leitura opcional, embora fortemente recomendável. Tratam de temas variados, como avisos, comentários sobre questões de possível dificuldade durante a preparação, e links interessantes (e.g. notícias em jornais online).

  • Mini-Palgrave: dicionário de conceitos econômicos: (disponível em breve)

Trata-se de uma lista com termos econômicos que vocês encontrarão ao longo da preparação, suas respectivas definições e outras informações de interesse. Para referência apenas; porém, muito útil! Não hesitem em nos informar caso se deparem com um termo que não conheçam e não conste no Mini-Palgrave.

Parece assustador à primeira vista, sabemos disso. Porém, acreditamos que a leitura passará a ser bastante fluida quando vocês se acostumarem com os conceitos econômicos mais utilizados. Além disso, estamos aqui para ajudá-los no que for preciso, e teremos o maior prazer em fazê-lo (lembrem-se do e-mail institucional para enviarem quaisquer dúvidas: istambul@sinus.org.br). Tentamos, de coração, caprichar o máximo possível na elaboração desse material, com a única intenção de contribuir para que vocês dominem o tópico a ser discutido. Por isso a quantidade aparentemente vasta de páginas para ler. Acreditem, vocês serão mais felizes com as explicações mais detalhadas (e portanto, volumosas) do que seriam com um material resumido e excessivamente objetivo, como é o costume de grande parte dos textos em economia. O tópico do qual trataremos nada tem de trivial :)

Outras dicas de preparação serão dadas nos próximos posts aqui no blog, incluindo regras para a elaboração do documento de posição oficial, dicas de pesquisa em política externa e maiores esclarecimentos sobre os conceitos econômicos mais relevantes. Por agora, basta de explicações. Sem mais delongas, sejam bem vindos ao mundo do FMI e Banco Mundial!

Um último aviso: depois que adentrarem esse mundo das relações econômicas internacionais, onde as grandes questões humanas estão em jogo, será difícil se interessar por qualquer outra coisa…

Desejamos-lhes boas leituras e até a próxima!

Cordialmente,

Equipe diretora: Rodrigo, Lorrayne, Patrícia, João, Joyce e Bruno.

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Os Simpsons nos modelos

Carlos Góes | 13 de março de 2010 | 20:07

Como já anunciava a ótima (e nova) rede social Modelândia, os Simpsons também são modeleiros. Um post no Modelândia relembra um episódio da nona temporada, chamado “Das Bus”, em que Lisa aparece como delegada da França enquanto Bart representa a Líbia. Não é de se espantar que tenha sido mostrada uma simulação em Os Simpsons, já que é recorrente a prática da modelagem em sala de aula nas escolas estadounidenses. Isso ocorre especialmente nas “honours classes” preparatórias para o testes avançados em Política e Governo, que reúnem os melhores estudantes concentrados na área citada.

O que os administradores da Modelândia ainda não sabiam é que houve uma aparição de um Modelo (e não um clube de simulação em sala de aula) na atual temporada de Os Simpsons. No nono episódio da vigésima temporada de Simpsons, denominado “Lisa the Drama Queen”, Lisa iria participar de um Modelo no fim de semana e iria representar o Azerbaijão.  Martin, que aparece ao lado como delegado da Bélgica, chega a ligar para Marge Simpson e dizer que eles estavam passando por uma situação de crise e que a Lisa precisava chegar na sessão! Para saber o fim da história, vocês terão que assistir ao episódio.

  • A Modelândia é uma rede social dedicada à cultura de modelos: uma espécie de orkut de modeleiros que se define como “um espaço para quem curte organizar e participar de modelos das Nações Unidas no Brasil”. Para conhecer, visite http://www.modelandia.org.br/.
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Políticos que assumiram a sua homossexualidade

oit | 13 de março de 2010 | 16:54

Senador conhecido por posições anti-gay assumiu homossexualidade.

Veja outros políticos que revelaram a sexualidade publicamente.

No início desta semana, o senador republicano estadual da Califórnia Roy Ashburn admitiu que é gay, terminando com dias de especulação desde que havia sido preso, na semana passada, acusado de dirigir bêbado.

Ashburn, que repetidamente votou contra medidas pró-direitos gays durante seus 14 anos de parlamentar, fez a confissão em entrevista a uma rádio, após boatos de que ele havia visitado um clube gay naquela noite. “Eu sou gay. Estas são as palavras que foi tão difícil dizer por tanto tempo”, disse o senador estadual.

Assim como Ashburn, casado e pai de quatro filhos, muitos políticos assumiram a homossexualidade após anos tentando manter a vida pessoal separada de sua vida pública. Outros ganharam a simpatia e o apoio do público gay exatamente pelo fato de “saírem do armário” publicamente. Relembre alguns casos.

Larry Craig

Em agosto de 2007, o senador republicano pelo estado de Idaho foi detido em um banheiro do aeroporto de Minneapolis por um policial que o acusava de tentar assediá-lo. Inicialmente, Craig se declarou culpado e anunciou a renúncia ao cargo. Mais tarde, porém, o então já ex-senador disse ser inocente.

Barney Frank
Congressista democrata por quase 30 anos e um dos primeiros membros da Casa a falar abertamente sobre sua homossexualidade, Barney Frank quase pôs fim à carreira em 1989, depois de manter uma relação com Steve Gobie, um garoto de programa. Além de pagar por sexo, o que era proibido no seu estado, Massachusetts, o parlamentar foi julgado por abrigar Gobie em sua residência oficial, onde ele teria continuado a fazer programas.

Annise Parker
Em dezembro, a democrata Annise Parker se tornou a primeira prefeita abertamente homossexual eleita na cidade texana de Houston, a quarta maior dos Estados Unidos, com mais de 2 milhões de habitantes. A eleição de Parker, marcada por uma forte retórica anti-homossexual, deu a gays e lésbicas americanos uma vitória simbólica após derrotas sobre a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia e em Maine.
Guido Westerwelle

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, atualmente em visita ao Brasil, ‘saiu do armário’ em 2004 durante a festa de aniversário da chanceler Angela Merkel, à qual compareceu com o namorado, o empresário Michael Mronz. À época de sua indicação, setores da oposição previam inconvenientes nas relações com países que condenam a homossexualidade. “Estou convencido de que hoje a vida privada deixou de ser um obstáculo. O fato de Angela Merkel ser a primeira mulher chanceler da Alemanha representou problemas a certos países. Evidentemente, ela não usa véu islâmico quando é recebida em certos países árabes”, rebateu o chefe da diplomacia.

Klaus Wowereit
Homossexual assumido, o prefeito de Berlim reagiu com bom humor ao receber o prêmio de “prefeito mais gay do mundo” por uma revista alemã durante a entrega do prêmio Teddy, que destaca filmes com temática homossexual no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2007. Em 2008, Wowereit discursou durante a inauguração de um monumento em homenagem aos homossexuais vítimas do nazismo. “O monumento é um lembrete dos horrores do passado para todos nós e chama a atenção para o grau da discriminação que existe hoje.”

Bertrand Delanoë
O socialista que em 2001 se tornou o primeiro prefeito de esquerda de Paris foi reeleito com folga nas eleições de 2008. Delanoë é considerado ainda um provável concorrente de Ségolène Royal para assumir a liderança do Partido Socialista e disputar a presidência francesa, em 2012. Ele revelou publicamente a homossexualidade em 1999, ao responder a pergunta de um jornalista. Em seu livro “De l’audace!” (“Coragem!”), escreveu: “As pessoas pensam que a homossexualidade é aceita em Paris mas não nos subúrbios ou nas províncias. É uma falsa ideia. Assim como as pessoas sentem que isso não é um problema para mim,  sabem que não será um problema para elas.”

Manvendra Gohil
Herdeiro de uma linhagem indiana de 600 anos, o príncipe Manvendra Singh Gohil viu seus súditos queimaram bonecos com seu nome nas ruas de Rajpipla, cidade de 40 mil habitantes na fronteira com o Paquistão, após assumir a homossexualidade em uma entrevista a uma rádio local, em 2005. Nos últimos anos, acabou transformando o escândalo em fama: participou de um reality show na Inglaterra, foi entrevistado no programa de Oprah Winfrey e, no ano passado, foi convidado por um empresário para c  participar da Parada Gay em São Paulo.

Nick Brown
Ex-ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação do Reino Unido, Brown é membro do Parlamente desde 1983 e foi apontado como secretário parlamentar do Tesouro. Aliado do primeiro-ministro Gordon Brown, manteve sua sexualidade em particular até 1998, quando foi forçado a fazer uma declaração pública após tabloides noticiarem ter encontrado um ex-amante dele.

Ben Bradshaw
Membro do parlamento britânico desde 1997, Bradshaw começou a carreira como repórter de rádio e jornais e participou da cobertura da queda do Muro de Berlim em 1989 para a Rádio BBC. Desde 2001, foi ministro de Assuntos Estrangeiros, líder da Câmara dos Comuns e ministro do Meio Ambiente. Desde o ano passado, é secretário do Estado para Cultura, Mídia e Esporte. No site de Bradshaw, consta que ele e o parceiro Neal estão juntos há 12 anos e que celebraram sua união civil em 2006.

Ed Oakley
Em 2007, o vereador democrata por Dallas, Texas, concorreu a prefeito num dos estados mais conservadores dos EUA, conhecido pelos caubóis e pelos movimentos religiosos. Acabou perdendo para o independente Tom Leppert por 58% a 42% dos votos. Mas a campanha de Oakley, homossexual assumido, abriu um flanco na luta pelos direitos dos homossexuais no estado do ex-presidente George W. Bush.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1527608-5602,00-G+LISTA+POLITICOS+QUE+SAIRAM+DO+ARMARIO.html

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Guia da AC no ar!

Carlos Góes | 11 de março de 2010 | 21:37

Prezados jornalistas,

Está no ar o Guia de Estudos da AC

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Concurso para escolha do nome do Jornal da AC

ac | 11 de março de 2010 | 2:38

Pensando em promover uma maior interação entre Delegados e Agência de Comunicação, esse ano haverá um concurso para escolha do Jornal Impresso da Sinus!
As regras são bem simples: a ideia surgiu, ela tá valendo!
Mandem-nos toda e qualquer ideia que tiverem para o e-mail da AC (ac@sinus.org.br) com o seu nome, país e comitê.
As sugestões poderão ser feitas até o dia 16/03. Anunciaremos o vencedor logo no dia seguinte e ele (ou ela) ganhará uma lovely surprise na primeira edição!
Agora é a hora dos brainstorms! :D

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Dicas de moda e elegância sobre como se vestir bem na SiNUS, por Fernanda Vallú

Fernanda Vallu | 10 de março de 2010 | 22:32
Cerimônia de Abertura

Para a Cerimônia de Abertura o traje a ser usado é o Passeio Completo.

Por definição, o traje consiste, para os moços, em costume (calça social, paletó e blusa de manga comprida social), gravata e sapato. Lembrando do uso de cinto ou suspensório. A rigor o passeio completo requer um costume ou terno escuro (azul marinho, chumbo, preto). sendo a cerimônia de abertura a noite, é realmente recomendável que seja escuro.

  • Dica: A altura do fim da gravata deve coincidir com o inicio da fivela do cinto.

Para as meninas, vestido longo, longuete (um pouco abaixo do joelho) ou tailleurs sofisticados. Nos pés, preferencialmente sandálias de tiras finas e saltos. Decotes, brilhos e transparência aparecem, mas sempre com moderação. Vale escolher tecidos nobres e usar jóias ou semi – jóias. Vale uma atenção maior no penteado e na maquiagem.

  • Dica: As bolsinhas são míni (tipo carteira) em metal, acrílico, couro de animal ou tecido nobre. Casacos 7/8 são bem vindos, assim como cardigan liso e bem fininho, mantinha fina de cashmere.

Este é um estilo mais sério, perfeito para ocasiões de grande importância como Cerimônias de Abertura, Premiações, Formaturas e Casamentos.

CasSiNUS

Como a CasSiNUS será toda projetada para que o ambiente reflita um grande cassino da década de 1920, recomenda-se o Traje Passeio. Vale se inspirar nos trajes desta década, também chamada de A Era do Jazz.

A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston – dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. Vale aqui optar por saias de corte reto na altura do joelho ou vestidos com o mesmo corte. As cores nas roupas eram mais nudes ou de tonalidades mais escuras, a atenção recaia num olhar marcado e boca sempre em tom carmim.

  • Dica: Na década de 1920 eram comuns cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos.

Para os homens, recomenda-se o uso de terno completo, gravata e sapato eram muito usados. Lembre-se também de abusar de suspensórios, coletes, lenços e chapéus, marca característica dos anos 1920.

¡Soy loco por SiNUS!

Como esta festa trará todo o suingue latino recomenda-se o traje Esporte. Para as mulheres, vestidos coloridos ou com estampas na altura do joelho e sandálias são sempre indicados.

Para os homens o jeans é liberado, desde que usado com uma blusa um pouco mais sofisticada (válido para as mulheres também). Cores, brilhos, flores são bem vindos, sempre com moderação.

  • Dica: Você pode ir de sandália havaiana, mas não vá de bermuda.
Cermiônia de Encerramento e Sessões

Para a Cerimônia de Encerramento, assim como as sessões nos comitês, recomenda-se o  traje Passeio. Para homens terno, gravata e sapatos. Para as mulheres, preferencialmente, tailleurs.

Vestimenta típica do país a ser representado também é liberada, mas sempre use-a com bom senso e moderação. Às vezes o toque inteligente está nos detalhes. Representantes do Irã, por exemplo, nunca usam gravata, mas abotoam o colarinho.

  • Dica: Um blazer pode ser bem combinado com calça social. O blazer azul marinho costuma ser um ás no armário!  Busque combinar suas gravatas não com o tom de seu blazer ou paletó, mas com o de sua camisa. Caso sua camisa seja branca ou com um tom bem claro de azul, abuse das cores da gravata.
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Mulheres muçulmanas veem ‘islãfobia’ em tentativa de proibir uso de véu

oit | 10 de março de 2010 | 22:30

França pode aprovar lei para banir uso de vestimenta em lugares públicos.
Mulheres que utilizam véu defendem direito de seguir preceito religioso.
Amauri Arrais
Do G1, em São Paulo

Uma burca de nove metros de altura cobriu a estátua que simboliza a República Francesa, em Paris, no último sábado (6), em uma comemoração antecipada do Dia Internacional da Mulher. O protesto de uma organização feminista, que pedia mais rapidez na votação de uma lei que proíbe o véu islâmico em locais públicos, é mais um capítulo de uma novela que se arrasta há anos no país.

Estátua da Praça da República, em Paris, coberta por um véu islâmico no sábado (6), durante um protesto da associação ‘Nem putas, nem submissas’. (Foto: AFP)

No início do ano, uma comissão parlamentar recomendou a proibição do uso do véu em repartições e transportes públicos. A decisão seguiu-se a um discurso do presidente Nicolas Sarkozy que, em apoio à iniciativa dos parlamentares, em junho do ano passado, disse que o uso da burca não era uma questão religiosa, mas “uma questão de liberdade e de dignidade das mulheres”.

“O véu pra mulher muçulmana é, antes de mais nada, um ato de obediência a Deus. Toda mulher quando usa está obedecendo um mandamento religioso. O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, tem dois versículos bem claros sobre isso”, afirma Magda Aref Abdul Latif, 32, ela mesma adepta do véu desde os 14 anos.

Embora admita que a visão do véu como símbolo de submissão ou imposição à mulher muçulmana ainda seja comum no Ocidente, Magda, que é formada em ciências sociais pela USP (Universidade de São Paulo), vê na negação da questão religiosa uma tentativa de aprovar leis para banir a vestimenta.

Existem muitas mulheres muçulmanas que não obedecem todos os mandamentos da religião e por isso não usam. Essa nuance, não é que não eles [os políticos] não saibam, mas eles tentam tirar a religiosidade do debate para conseguir aprovar essas leis.”

A opinião é compartilhada pela biomédica Nadia Hussein, 28, para quem o uso de véu, além de uma obrigação religiosa, é também parte da “maturidade religiosa” da mulher islâmica. “Religiosamente, o correto é usar quando na adolescência, quando se atinge a menarca [primeira menstruação]. A mulher não coloca o véu porque o marido, ou o pai querem, mas porque Deus quer”, diz.

Para Nadia, que faz uso do véu desde os 21 anos, sob o argumento de que querem “livrar as mulheres da opressão”, as leis podem “caracterizar as mulheres muçulmanas”. “O uso do véu é como a oração que é feita cinco vezes ao dia ou como o jejum durante o Ramadã [o mês sagrado muçulmano], que nós aguardamos ansiosamente para praticar. Se você pensar, as freiras também utilizam véu e não há contestação.”

‘Islãfobia’

Pesquisadora de comunidades islâmicas, a professora de antropologia da Unicamp Francirosy Campos Barbosa Ferreira vê ainda no caso da França, país que tem a maior comunidade muçulmana da Europa, um exemplo de “islãfobia”, ou rejeição aos muçulmanos.

“[A lei] vai libertar as mulheres do quê? O que é liberdade? A gente quer olhar para o mundo árabe com olhos ocidentais, não quer entender a lógica do outro. Mas o significado da França a gente sabe que é político”, questiona a antropóloga, segundo a qual a aprovação da lei seria “a melhor maneira” de afastar um dos principais símbolos da religião.

A socióloga Magda Aref faz coro. “Na França, há um incômodo visual claro. Um país que fala tanto em liberdade tem que garantir o mesmo direito de usar saia e mini-blusa à mulher que quer se cobrir inteira, por que não?”

Crucifixo x véu

O debate sobre a burca é resquício de uma controvérsia sobre o uso de véus por meninas muçulmanas na sala de aula, que inflamou a França por uma década. Em 2004 foi, aprovada a lei que proíbe estudantes de usarem símbolos claros de sua religião nas escolas públicas

Magda Aref observa uma diferença clara. “Se um cristão deixar de usar o crucifixo, ele só está deixando de fazer algo de vontade própria. Não há mandamento bíblico que mande usar um crucifixo. Ao passo que a mulher muçulmana está deixando de seguir um mandamento religioso”, diz a socióloga, que reafirma o livre arbítrio da mulher ao lembrar que a mãe, também muçulmana, não faz uso de véu.

Embora a burca (véu que recobre todo o corpo da mulher) tenha virado uma espécie de símbolo da vestimenta muçulmana, os tipos de véus variam de região para região, assim como a interpretação que cada uma dá ao Alcorão.

Muitos países que têm o islamismo como religião oficial também fazem uso da sharia, lei baseada em princípios do Alcorão, como parte da Constituição, aplicando um conjunto de regras e punições que podem ser interpretados de acordo com a vontade de cada país ou corte.

É assim que, no ano passado, uma jornalista foi condenada a receber 50 chicotadas no Sudão por ter usado calças compridas em público e, na Malásia, uma modelo foi condenada a seis chicotadas por ter bebido cerveja.

Interpretação

De acordo com a professora Francirosy Campos, o que é recomendado pela religião é que as mulheres cubram a cabeça, braços e pernas e não usem roupas coladas ao corpo ou transparentes. Assim como homens são orientados a não se apresentar de bermuda diante de uma mulher ou usar objetos de ouro, por exemplo.

“O problema não é o véu, mas as interpretações que fazem a partir dele. O véu como atributo feminino é aceito”, diz a antropóloga, que enxerga ainda questões culturais e políticas no uso da vestimenta.

“São Paulo é um bom exemplo disso. Quando comecei a estudar a comunidade muçulmana aqui, havia uma pequena parcela de mulheres que usava véu, hoje tem um número maior. A comunidade se fortaleceu religiosamente.”

Para Nadia Hussein, a questão da vestimenta independe da cultura. “Eu sou brasileira, se fosse francesa, libanesa ou qualquer outra nacionalidade e seguisse os preceitos do Alcorão sagrado, o véu é parte das obrigações. “

‘O Clone’ e 11 de Setembro

A socióloga Magda Aref afirma ter percebido uma melhor aceitação nos últimos anos à vestimenta. “Alguns anos atrás, era muito maior o estranhamento. Hoje, quando você sai às ruas, já percebe a diferença. A novela ‘O Clone’ e os atentados de 2001 mostraram muitos os muçulmanos. Mulheres apareceram muito em reportagens. As pessoas viram que elas usam véu, mas também trabalham, estudam.”

Na opinião da antropóloga Francirosy Campos, é esta convivência com as diferenças religiosas que pode ser abalada com a possível aprovação de uma lei para barrar o uso da burca. “Quando se força uma comunidade a retirar aquele elemento que representa a sua identidade religiosa, você força esse mesmo grupo a criar um nó coletivo. Você fortalece esse grupo. “

Mulheres usam diferentes tipos de véus islâmicos: no topo esquerdo um hidjab, no topo direito um niqab, na esquerda de baixo um xador e, por último, a burca (Foto: AFP)

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Geórgia acusada de atacar civis

cij | 9 de março de 2010 | 21:29

Notícia retirada do sítio: http://news.bbc.co.uk/2/hi/7692751.stm

Texto original por: Tim Whewell (Publicada em 28 de outubro de 2008)

Tradução pela equipe da CIJ – Diego Nepomuceno Nardi

A BBC descobriu evidências de que a Geórgia pode ter cometido crimes de guerra durante seus ataques na região separatista da Ossétia do Sul em Agosto.

Testemunhas descreveram como os tanques georgianos dispararam diretamente em um edifício de apartamentos, e como civis eram baleados enquanto tentavam fugir do ataque.

A pesquisa realizada pela organização investigativa internacional Humans Rights Watch também aponta para o uso indiscriminado da força pelo exército da Geórgia e para a ação deliberada de atacar civis.

O uso indiscriminado da força é uma violação da Convenção de Geneva e violações graves são consideradas crimes de guerra.

As alegações estão agora gerando preocupações entre os aliados da Geórgia no Ocidente.

O Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, disse à BBC que o ataque à Ossétia do Sul foi “imprudente”.

Disse ainda que havia levantado a questão acerca de possíveis crimes de guerra georgianos com o governo daquele país em Tbilisi.

As provas foram recolhidas pela BBC durante a primeira visita irrestrita à Ossétia do Sul por uma organização estrangeira de notícias desde o conflito.

A tentative da Geórgia de reconquistar o território da Ossétia do Sul provocou uma invasão Russa e a mais séria crise nas relações entre o Kremlin e o Ocidente desde a Guerra Fria.

E os próprios georgianos sofreram com o conflito. Nós confirmamos a destruição sistemática de antigas vilas georginas dentro da Ossétia do Sul.

Algumas casas parecem, ainda, não ter sido apenas queimadas por ossetas, mas, também, demolidas pelas autoridades separatistas apoiadas pela Rússia.

A Guerra começou quando a Geórgia iniciou ataques de artilharia contra alvos na capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, aproximadamente às 23:30 do dia 7 de agosto de 2008.

A Geórgia alegou, ao tempo dos ataques, que estava respondendo aos crescentes ataques contra suas próprias vilas por milícias da Ossétia do Sul, apesar de, mais tarde, ter dito que suas ações foram provocadas por uma invasão Russa que ocorrera logo antes.

[...]

‘Subsolos Atacados’

O “Ministério Público” Russo está investigando mais de 300 possíveis casos de civis assassinados pelo exército da Geórgia.

Alguns desses podem ser paramilitares ossetas, no entanto a Human Rights Watch acredita que o número de 300-400 civis é um bom ponto de partida.

Tal número representaria mais de 1% da população de Tskhinvali, o equivalente a 70.000 mortes em Londres.

Allison Gil, director do escritório da Human Rights Watch em Moscou disse: “Nós estamos muito preocupados com o uso indiscriminado da força pelo exército da Geórgia em Tskhinvali”.

 “Tskhinvali é uma cidade densamente povoada, sendo assim ações militares devem ser bastante cautelosas em relação à questão de não colocar em perigo civis”.

 “Nós sabemos que nas fases iniciais do conflito houve ataques realizados por tanques, e que foguetes Grad foram utilizados pelas forças georgianas,” adicionou.

 “Foguetes Grad não podem ser usados em áreas de elevada densidade demográfica, posto que não podem ser mirados com precisão, sendo armas que atacam indiscriminadamente”.

 “Nossos observadores estavam em Tshkinvali em 12 de agosto, e nós obtivemos evidências e testemunhos do uso de foguetes Grad e ataques de tanques contra edifícios de apartamentos, incluindo ataques contra o subsolo dessas construções”

“E, como é comum, subsolos são áreas onde civis se escondem para sua própria proteção”.

 “Então, tudo isso aponta para o mal uso, o uso inapropriado da força pela Geórgia contra alvos civis,” de acordo com Allison Gill.

[...]

A Ministra Georgiano das Relações Exteriores, disse à BBC: “Posso dizer com firmeza que o exérctio da Geórgia, por intenção, nunca atacou diretamente nenhum alvo civil”.

 “Aparentemente, os danos causados em algumas casas de Tskhinvali, que podem ser observados, acabam por levar a tal conclusão. Mas para averiguar se algum dano foi causado por ataques diretos, é necessário que uma investigação militar mais profunda seja realizada”.

“Acredito que a melhor resposta é a realização de um inquérito internacional totalmente independente e imparcial sobre a questão,” adicionou.

[...]

Vingança

A BBC viu provas do ciclo de vingança desde a guerra, como a demolição da maioria das casas mas antigas em aldeias de etnia georgiana na periferia norte de Tskhinvali.

 

As casas, cujos ocupantes fugiram durante a Guerra para outras partes da Geórgia, foram queimadas por ossetas imediatamente após os eventos.

 Espera-se agora que eles sejam reestabelecidos em um novo complexo habitacional com cinema e instalações esportivas que será financiado pela cidade de Moscou.

Zaur Gagloyey,  um ex-estudante de direito de 20 anos, agora desempregado, alegou que foi um dos responsáveis pelo incêndio das casas.

 “Havia tantas provocações nessas vilas pelos Georgianos,” disse ele.

 “Por exemplo, eles estavam tomando ossetas como reféns, e é por isso que me sinto com tanta raiva”.

Mr. Gagloyey adicionou: “Se você quer uma dica sobre como incendiar uma casa, basta acender um isqueiro em uma cortina e toda casa irá pegar fogo”.

Perguntado se ele se sentia culpado por  limpeza étnica, ele respondeu, “Não, não foi limpeza étnica”.

“Ninguém foi morto aqui. Apenas deixamos eles irem embora de nossas terras. Eu não sei se eles irão voltar ou não,” adicionou.

“Mas fiz o possível para que eles não voltem. Nunca. Você pode chamar isso de limpeza étnica, mas eu penso que eu fiz isso apenas para prevenir uma futura guerra,” falou.

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Liberados os crucifixos: Plenário da Corte Européia de Direitos Humanos muda decisão

unesco | 8 de março de 2010 | 22:31
Uma das câmaras da Corte Européia de Direitos Humanos, sediada em Strasbourg, decidiu, em novembro de 2009, pela retirada de crucifixos nas escolas públicas italianas., argumentando que a Itália é um Estado laico.
Tudo começou quando uma das câmaras da Corte, composta por 7 juízes,  julgou a reclamação formulada por uma finlandesa residente na Itália. Ela é casada com um italiano que se proclama ateu. O casal tem dois filhos que eram alunos de uma escola pública italiana. Segundo a mãe finlandesa, os dois filhos se sentiam o tempo todo vigiados, “olhados”, por três crucifixos pregados nas paredes da sala de aula.
O pai acredita na evolução do homem e não na sua origem divina, à imagem e semelhança do criador e esclareceu que tem criado seus filhos nessa linha. Para ele, o  crucifixo, que “mostra um lado divino irreal”, incomoda. A câmara da Corte decidiu dar pela procedência da reclamação e, em resumo, decidiram que o crucifixo, em estabelecimento público de ensino, contraria as regras de um Estado laico e deve ser retirado.
O Estado italiano, pelo presidente Giorgio Napolitano, recorreu da decisão que foi reexaminada pelo Plenário (“Grand Chambre”) da Corte. A Grand Chambre decidiu, por 5 dos 17 juízes, dar seguimento ao recurso da Itália e suspender a decisão proibitória. Os argumentos, centrados na tese de que as imagens eram representativas da tradição e da história do país, onde celebradas concordatas e se constituiu, dentro de Roma, o Estado do Vaticano, foram aceitos.
Na decisão, os juízes frisaram que a laicidade, no caso, não se mede apenas pela ausência de símbolos religiosos, mas à luz da constituição do Estado, da sua história, da tradição cultural e da existência de poderes que administram, legislam e julgam, independentemente, ou seja, sem obrigatoriedade de imposição  de regras eclesiásticas, canônico-eclesiásticas.
A ministra da instrução italiana, Maristella Gelmine, em entrevista ao site do jornal Corriere della Sera, disse que a decisão do Plenário “ representou o reconhecimento e o respeito às tradições cristãs e a identidade cultural da Itália”. Destacou a decisão da Corte “representa uma contribuição à integração (referência aos imigrantes) que não pode ser entendida como uma renúncia à história e às tradições italianas”.
Com essa decisão, a Corte encerrou a questão da admissibilidade recursal e o decido valerá poderá valer, em casos iguais, como precedente jurisprudencial.
(Artigo publicado em 2 de março de 2010 e adaptado pela equipe Unesco)
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