Políticos que assumiram a sua homossexualidade
oit | 13 de março de 2010 | 16:54Senador conhecido por posições anti-gay assumiu homossexualidade.
Veja outros políticos que revelaram a sexualidade publicamente.
No início desta semana, o senador republicano estadual da Califórnia Roy Ashburn admitiu que é gay, terminando com dias de especulação desde que havia sido preso, na semana passada, acusado de dirigir bêbado.
Ashburn, que repetidamente votou contra medidas pró-direitos gays durante seus 14 anos de parlamentar, fez a confissão em entrevista a uma rádio, após boatos de que ele havia visitado um clube gay naquela noite. “Eu sou gay. Estas são as palavras que foi tão difícil dizer por tanto tempo”, disse o senador estadual.
Assim como Ashburn, casado e pai de quatro filhos, muitos políticos assumiram a homossexualidade após anos tentando manter a vida pessoal separada de sua vida pública. Outros ganharam a simpatia e o apoio do público gay exatamente pelo fato de “saírem do armário” publicamente. Relembre alguns casos.
Larry Craig
Em agosto de 2007, o senador republicano pelo estado de Idaho foi detido em um banheiro do aeroporto de Minneapolis por um policial que o acusava de tentar assediá-lo. Inicialmente, Craig se declarou culpado e anunciou a renúncia ao cargo. Mais tarde, porém, o então já ex-senador disse ser inocente.

Barney Frank
Congressista democrata por quase 30 anos e um dos primeiros membros da Casa a falar abertamente sobre sua homossexualidade, Barney Frank quase pôs fim à carreira em 1989, depois de manter uma relação com Steve Gobie, um garoto de programa. Além de pagar por sexo, o que era proibido no seu estado, Massachusetts, o parlamentar foi julgado por abrigar Gobie em sua residência oficial, onde ele teria continuado a fazer programas.

Annise Parker
Em dezembro, a democrata Annise Parker se tornou a primeira prefeita abertamente homossexual eleita na cidade texana de Houston, a quarta maior dos Estados Unidos, com mais de 2 milhões de habitantes. A eleição de Parker, marcada por uma forte retórica anti-homossexual, deu a gays e lésbicas americanos uma vitória simbólica após derrotas sobre a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia e em Maine.
Guido Westerwelle
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, atualmente em visita ao Brasil, ’saiu do armário’ em 2004 durante a festa de aniversário da chanceler Angela Merkel, à qual compareceu com o namorado, o empresário Michael Mronz. À época de sua indicação, setores da oposição previam inconvenientes nas relações com países que condenam a homossexualidade. “Estou convencido de que hoje a vida privada deixou de ser um obstáculo. O fato de Angela Merkel ser a primeira mulher chanceler da Alemanha representou problemas a certos países. Evidentemente, ela não usa véu islâmico quando é recebida em certos países árabes”, rebateu o chefe da diplomacia.

Klaus Wowereit
Homossexual assumido, o prefeito de Berlim reagiu com bom humor ao receber o prêmio de “prefeito mais gay do mundo” por uma revista alemã durante a entrega do prêmio Teddy, que destaca filmes com temática homossexual no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2007. Em 2008, Wowereit discursou durante a inauguração de um monumento em homenagem aos homossexuais vítimas do nazismo. “O monumento é um lembrete dos horrores do passado para todos nós e chama a atenção para o grau da discriminação que existe hoje.”
Bertrand Delanoë
O socialista que em 2001 se tornou o primeiro prefeito de esquerda de Paris foi reeleito com folga nas eleições de 2008. Delanoë é considerado ainda um provável concorrente de Ségolène Royal para assumir a liderança do Partido Socialista e disputar a presidência francesa, em 2012. Ele revelou publicamente a homossexualidade em 1999, ao responder a pergunta de um jornalista. Em seu livro “De l’audace!” (“Coragem!”), escreveu: “As pessoas pensam que a homossexualidade é aceita em Paris mas não nos subúrbios ou nas províncias. É uma falsa ideia. Assim como as pessoas sentem que isso não é um problema para mim, sabem que não será um problema para elas.”

Manvendra Gohil
Herdeiro de uma linhagem indiana de 600 anos, o príncipe Manvendra Singh Gohil viu seus súditos queimaram bonecos com seu nome nas ruas de Rajpipla, cidade de 40 mil habitantes na fronteira com o Paquistão, após assumir a homossexualidade em uma entrevista a uma rádio local, em 2005. Nos últimos anos, acabou transformando o escândalo em fama: participou de um reality show na Inglaterra, foi entrevistado no programa de Oprah Winfrey e, no ano passado, foi convidado por um empresário para c participar da Parada Gay em São Paulo.

Nick Brown
Ex-ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação do Reino Unido, Brown é membro do Parlamente desde 1983 e foi apontado como secretário parlamentar do Tesouro. Aliado do primeiro-ministro Gordon Brown, manteve sua sexualidade em particular até 1998, quando foi forçado a fazer uma declaração pública após tabloides noticiarem ter encontrado um ex-amante dele.

Ben Bradshaw
Membro do parlamento britânico desde 1997, Bradshaw começou a carreira como repórter de rádio e jornais e participou da cobertura da queda do Muro de Berlim em 1989 para a Rádio BBC. Desde 2001, foi ministro de Assuntos Estrangeiros, líder da Câmara dos Comuns e ministro do Meio Ambiente. Desde o ano passado, é secretário do Estado para Cultura, Mídia e Esporte. No site de Bradshaw, consta que ele e o parceiro Neal estão juntos há 12 anos e que celebraram sua união civil em 2006.
Ed Oakley
Em 2007, o vereador democrata por Dallas, Texas, concorreu a prefeito num dos estados mais conservadores dos EUA, conhecido pelos caubóis e pelos movimentos religiosos. Acabou perdendo para o independente Tom Leppert por 58% a 42% dos votos. Mas a campanha de Oakley, homossexual assumido, abriu um flanco na luta pelos direitos dos homossexuais no estado do ex-presidente George W. Bush.






De acordo com recente 





