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Brasil ajudará a recuperar a Educação Superior no Haiti

unesco | 22 de março de 2010 | 15:39
Depois do terremoto que ocorreu em janeiro e que no qual mais de 200 mil pessoas morreram, o Haiti começa a fase de reconstrução e conta com a ajuda brasileira. O auxílio, firmado em fevereiro em Porto Príncipe, por meio de um memorando de cooperação, visa à reconstrução e o fortalecimento do sistema de educação superior haitiano.
Sendo o direito à educação algo fundamental e esclarecido no documento, este fortalece a idéia de que a universalização do ensino superior é uma das bases para impulsionar o desenvolvimento do país afetado.
O Governo brasileiro ajudará nas modalidades de graduação e pós-graduação, incluindo aquelas que envolvem convênio, na qual parte do curso é concluída em outro país. Bolsas de mestrado e doutorado do programa PEC-PG serão ofertadas a estudantes haitianos no Brasil, além de cursos de português em universidades brasileiras, com a concessão de recursos de custeio. Programas acadêmicos de curta duração, como cursos e seminários ministrados por professores e pesquisadores brasileiros, serão oferecidos no Haiti.
A execução da parte brasileira do acordo caberá à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), à Secretaria de Educação Superior (SESu) e dos Ministérios da Educação e das Relações Exteriores.
Fonte: Terra.
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72 milhões de crianças em África não frequentam a escola

unesco | 16 de março de 2010 | 9:00

Evento na Etiópia vai debater as conclusões do relatório da Unesco, “Educação para Todos-2010″; segundo o documento, o orçamento educacional na África Subsaariana poderá sofrer um corte de US$ 4, 6 mil milhões em 2010.

A diretora-geral da Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, inaugura esta terça-feira, em Adis- Abeba, na Etiópia, uma conferência de alto nível sobre o impacto da crise económica na educação e os desafios da marginalização.

O evento de três dias contará também com a presença do chefe de Estado etíope, Meles Zenawi e do presidente em exercício da União Africana, Jean Ping.

Desafios Educacionais

Organizada pela agência das Nações Unidas, a reunião vai debater as conclusões do relatório “Educação para Todos-2010″.

As discussões vão centrar-se no impacto da recessão global sobre a educação e os problemas que continuam a limitar o acesso de largas camadas da sociedade ao ensino.

Um painel vai também abordar os desafios educacionais em países que enfrentam situações de emergência, como o Haiti.

O relatório alerta que a crise financeira global ameaça privar milhões de crianças nos países mais pobres de educação. Segundo o documento, 72 milhões de crianças africanas não frequentam a escola.

Como consequência directa da recessão, o orçamento educacional na África Subsaariana poderá sofrer um corte de US$ 4, 6 mil milhões em 2010.

Ganhos Sociais

A Unesco indica ainda que uma combinação de pressões orçamentais, crescimento económico lento e aumento da pobreza poderá pôr em causa muitos dos ganhos sociais alcançados na última década.

A conferência da Unesco “Educação para Todos” foi estabelecida para fazer o seguimento anual do Fórum Mundial da Educação, realizado em Dakar, Senegal, no ano 2000.

Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/176720.html (23/02/2010)

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Documento de Posição Oficial – Unesco edition

unesco | 15 de março de 2010 | 9:41
Queridos delegados,
gostaríamos de indicar algumas fontes de pesquisa para auxiliar na confecção do Documento de Posição Oficial (DPO). Lembramos que o DPO não é apenas um resumo da política do seu Estado sobre aquele assunto, mas é também, de forma mais indireta, o resumo das relações do seu Estado com os demais membros da comunidade internacional.
No nosso caso, os documentos de posição devem indicar principalmente (i) a relação do Estado com Religião – se o Estado é laico ou não e se permite manifestações religiosas – e (ii) as condições de ensino primário – uma sugestão: incluir dados sobre o ensino no país que você está representando -. Uma outra sugestão é incluir bons exemplos de políticas relacionadas à educação e à religião para que possam ser compartilhadas durante as sessões. Encorajamos também incluir as dificuldades que os países enfrentam em relação aos temas para serem discutidas em sessão, visando uma troca de experiência entre os países e a buca pela solução de problemas.
Segue, abaixo, lista de sites que podem auxiliar na pesquisa para escrever o DPO:
Site da Unesco para Educação
Site do Unicef (situação das crianças por país)
Relatório do Unicef sobre a situação das crianças, edição comemorativa dos 20 anos da Convenção dos Direitos da Criança
Site do UPR (neste site, a ONU disponibiliza relatórios dos países sobre a situação dos direitos humanos para o mecanismo de revisão periódica universal)
Site do RefWorld/Acnur (ainda que destinado a auxiliar pesquisas para a agência para refugiados, é possível encontrar referências a todos os temas de direitos humanos no site)
Site da Anistia Internacional
Site da Human Rights Watch
Relatório do Departamento de Estado Americano sobre Direitos Humanos
Relatório do Departamento de Estado Americano sobre Liberdade Religiosa
Por fim, abaixo, reproduzimos parcialmente uma reportagem da BBC (traduzida pelo Ítalo) sobre o uso do véu em países europeus.
Cordialmente,
Equipe Unesco
O Véu islâmico através da Europa
Países através do continente têm debatido o assunto do véu mulçumano em suas várias formas, como a burka, que cobre todo o corpo e o niqab, que cobre a face, deixando expostos apenas os olhos. O debate aborda liberdade religiosa, igualdade feminina, tradições laicas e até o medo de terrorismo.
FRANÇA
A França, há anos, vem debatendo se proíbe o véu integral.
No início desse ano, o Presidente Nicolas Sarkozy disse que o véu “não é bem vindo” na França.
E foi seguido por um comitê parlamentar recomendando o banimento parcial, declarando que o véu cobrindo a face é uma afronta aos valores franceses e propôs que ele seja proibido em locais que prestam serviços públicos – tais como hospitais e escolas – e em transportes públicos.
REINO UNIDO
Não há proibição de roupas islâmicas no Reino Unido, mas escolas podem adotar seus próprios uniformes depois de uma diretiva em 2007, mas foi seguida por diversas ações nas cortes superiores.
O Secretário de Escolas, Ed Balls, disse em Janeiro desse ano que não é “costume britânico” dizer às pessoas o que vestir nas ruas, logo após um pedido feito por um partido britânico para que todas as vestimentas islâmicas que cobrissem o rosto fossem proibidas.
O ex-líder desse mesmo partido, Nigel Farage, que liderou 13 parlamentares do seu partido em Bruxelas, disse que os véus são
símbolo de “uma Grã-Bretanha cada vez mais dividida”, que “oprimem” as mulheres e que são uma ameaça em potencial à segurança.
Foi a primeira vez que um partido britânico manifestou interesse em uma proibição total. Antes apenas havia pedidos para que o véu fosse banido nas escolas, feitos por um partido anti-imigração do Reino Unido (BNP).
A reportagem continua aqui.
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Liberados os crucifixos: Plenário da Corte Européia de Direitos Humanos muda decisão

unesco | 8 de março de 2010 | 22:31
Uma das câmaras da Corte Européia de Direitos Humanos, sediada em Strasbourg, decidiu, em novembro de 2009, pela retirada de crucifixos nas escolas públicas italianas., argumentando que a Itália é um Estado laico.
Tudo começou quando uma das câmaras da Corte, composta por 7 juízes,  julgou a reclamação formulada por uma finlandesa residente na Itália. Ela é casada com um italiano que se proclama ateu. O casal tem dois filhos que eram alunos de uma escola pública italiana. Segundo a mãe finlandesa, os dois filhos se sentiam o tempo todo vigiados, “olhados”, por três crucifixos pregados nas paredes da sala de aula.
O pai acredita na evolução do homem e não na sua origem divina, à imagem e semelhança do criador e esclareceu que tem criado seus filhos nessa linha. Para ele, o  crucifixo, que “mostra um lado divino irreal”, incomoda. A câmara da Corte decidiu dar pela procedência da reclamação e, em resumo, decidiram que o crucifixo, em estabelecimento público de ensino, contraria as regras de um Estado laico e deve ser retirado.
O Estado italiano, pelo presidente Giorgio Napolitano, recorreu da decisão que foi reexaminada pelo Plenário (“Grand Chambre”) da Corte. A Grand Chambre decidiu, por 5 dos 17 juízes, dar seguimento ao recurso da Itália e suspender a decisão proibitória. Os argumentos, centrados na tese de que as imagens eram representativas da tradição e da história do país, onde celebradas concordatas e se constituiu, dentro de Roma, o Estado do Vaticano, foram aceitos.
Na decisão, os juízes frisaram que a laicidade, no caso, não se mede apenas pela ausência de símbolos religiosos, mas à luz da constituição do Estado, da sua história, da tradição cultural e da existência de poderes que administram, legislam e julgam, independentemente, ou seja, sem obrigatoriedade de imposição  de regras eclesiásticas, canônico-eclesiásticas.
A ministra da instrução italiana, Maristella Gelmine, em entrevista ao site do jornal Corriere della Sera, disse que a decisão do Plenário “ representou o reconhecimento e o respeito às tradições cristãs e a identidade cultural da Itália”. Destacou a decisão da Corte “representa uma contribuição à integração (referência aos imigrantes) que não pode ser entendida como uma renúncia à história e às tradições italianas”.
Com essa decisão, a Corte encerrou a questão da admissibilidade recursal e o decido valerá poderá valer, em casos iguais, como precedente jurisprudencial.
(Artigo publicado em 2 de março de 2010 e adaptado pela equipe Unesco)
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Direito à educação e diversidade religiosa: construindo a base para uma cultura de paz e liberdade

Carlos Góes | 14 de novembro de 2009 | 1:00

250px-Flag_of_UNESCO.svg

Peacekeeping - UNAMADe acordo com recente estudo sobre educação primária feito em 11 países pela UNESCO , aproximadamente 70% dos alunos freqüentam escolas públicas, cerca de 96% das escolas possuem energia elétrica (mas há casos como o da Índia, onde menos de 50% das escolas possuem energia elétrica!) e apenas 30% das escolas contam com equipamentos de segurança. Entre outros aspectos, o estudo também mediu a distância que os alunos têm que percorrer para freqüentar a escola, o melhor resultado foi do Uruguai (aproximadamente 1,1 km) e o pior foi do Sri Lanka (aproximadamente 18,1 km). O que esses dados revelam sobre o direito à educação?

First Phase Digital

Antes de responder a essa pergunta, vale comentar dois casos da Corte Européia de Direitos Humanos. Em 1972, Kjeldsen, Busk Madsen e Pedersen entraram na Corte contra a Dinamarca. Eles alegaram que tinham o direito de decidir se seus filhos assistiriam ou não as aulas sobre educação sexual. Em 2005, Belgin Dogru entrou na Corte Européia contra a França. Dogru é muçulmana e foi impedida de usar o véu na escola primária que ela freqüentava. O que esses casos revelam sobre a relação entre educação e religião?

A referência ao direito à educação em praticamente todos os instrumentos internacionais sobre direitos humanos indica que há um consenso da comunidade internacional sobre a garantia desse direito. Mas não há um consenso em relação ao significado desse direito, como pode ser observado nos dados levantados pela UNESCO e nos casos da Corte Européia mencionados. Qual é o papel do governo na educação? Qual é o papel de empresas públicas e privadas? Qual é o papel dos pais? E qual é o lugar da religião na educação?

Peacekeeping - UNAMAA UNESCO é uma organização que promove a cooperação entre os países através da educação, da ciência e da cultura, como uma forma de fortalecer o respeito universal pela justiça e pelos direitos humanos e liberdades fundamentais e como uma forma de contribuir para a paz e para a segurança. Sendo assim, todas as suas ações são orientadas no sentido de colaborar no trabalho de fazer avançar o conhecimento e o entendimento mútuo entre os povos. Entre as ações da organização, destacam-se a elaboração conjunta com países de políticas, o desenvolvimento e a difusão de materiais sobre boas práticas, manuais e treinamentos, o estabelecimento de normas e padrões e a intermediação de parcerias entre governo e sociedade civil.

A simulação do Comitê Executivo da UNESCO estimulará uma reflexão sobre o direito à educação e certamente estimulará uma reflexão dos delegados sobre a sua condição de aluno. Com isso em mente, espera-se que ao final da SINUS 2010 os delegados apresentem boas soluções para desafios propostos e, mais importante: que tenham desenvolvido uma noção crítica sobre educação.

Sítios de referência:

  • UNESCO – Sítio Oficial (em inglês, francês, espanhol, árabe, russo e chinês)
  • UNESCO Brasil – Sítio Oficial (em português)

Equipe responsável:

  • Srta. Karolina Castro
  • Sr. Ítalo Correa
  • Srta. Thaís Fernandes
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