72 milhões de crianças em África não frequentam a escola
unesco | 16 de março de 2010 | 9:00Evento na Etiópia vai debater as conclusões do relatório da Unesco, “Educação para Todos-2010″; segundo o documento, o orçamento educacional na África Subsaariana poderá sofrer um corte de US$ 4, 6 mil milhões em 2010.
A diretora-geral da Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, inaugura esta terça-feira, em Adis- Abeba, na Etiópia, uma conferência de alto nível sobre o impacto da crise económica na educação e os desafios da marginalização.
O evento de três dias contará também com a presença do chefe de Estado etíope, Meles Zenawi e do presidente em exercício da União Africana, Jean Ping.
Desafios Educacionais
Organizada pela agência das Nações Unidas, a reunião vai debater as conclusões do relatório “Educação para Todos-2010″.
As discussões vão centrar-se no impacto da recessão global sobre a educação e os problemas que continuam a limitar o acesso de largas camadas da sociedade ao ensino.
Um painel vai também abordar os desafios educacionais em países que enfrentam situações de emergência, como o Haiti.
O relatório alerta que a crise financeira global ameaça privar milhões de crianças nos países mais pobres de educação. Segundo o documento, 72 milhões de crianças africanas não frequentam a escola.
Como consequência directa da recessão, o orçamento educacional na África Subsaariana poderá sofrer um corte de US$ 4, 6 mil milhões em 2010.
Ganhos Sociais
A Unesco indica ainda que uma combinação de pressões orçamentais, crescimento económico lento e aumento da pobreza poderá pôr em causa muitos dos ganhos sociais alcançados na última década.
A conferência da Unesco “Educação para Todos” foi estabelecida para fazer o seguimento anual do Fórum Mundial da Educação, realizado em Dakar, Senegal, no ano 2000.
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/176720.html (23/02/2010)
Documento de Posição Oficial – Unesco edition
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Carlos Góes | 14 de novembro de 2009 | 1:00
De acordo com recente estudo sobre educação primária feito em 11 países pela UNESCO , aproximadamente 70% dos alunos freqüentam escolas públicas, cerca de 96% das escolas possuem energia elétrica (mas há casos como o da Índia, onde menos de 50% das escolas possuem energia elétrica!) e apenas 30% das escolas contam com equipamentos de segurança. Entre outros aspectos, o estudo também mediu a distância que os alunos têm que percorrer para freqüentar a escola, o melhor resultado foi do Uruguai (aproximadamente 1,1 km) e o pior foi do Sri Lanka (aproximadamente 18,1 km). O que esses dados revelam sobre o direito à educação?

Antes de responder a essa pergunta, vale comentar dois casos da Corte Européia de Direitos Humanos. Em 1972, Kjeldsen, Busk Madsen e Pedersen entraram na Corte contra a Dinamarca. Eles alegaram que tinham o direito de decidir se seus filhos assistiriam ou não as aulas sobre educação sexual. Em 2005, Belgin Dogru entrou na Corte Européia contra a França. Dogru é muçulmana e foi impedida de usar o véu na escola primária que ela freqüentava. O que esses casos revelam sobre a relação entre educação e religião?
A referência ao direito à educação em praticamente todos os instrumentos internacionais sobre direitos humanos indica que há um consenso da comunidade internacional sobre a garantia desse direito. Mas não há um consenso em relação ao significado desse direito, como pode ser observado nos dados levantados pela UNESCO e nos casos da Corte Européia mencionados. Qual é o papel do governo na educação? Qual é o papel de empresas públicas e privadas? Qual é o papel dos pais? E qual é o lugar da religião na educação?
A UNESCO é uma organização que promove a cooperação entre os países através da educação, da ciência e da cultura, como uma forma de fortalecer o respeito universal pela justiça e pelos direitos humanos e liberdades fundamentais e como uma forma de contribuir para a paz e para a segurança. Sendo assim, todas as suas ações são orientadas no sentido de colaborar no trabalho de fazer avançar o conhecimento e o entendimento mútuo entre os povos. Entre as ações da organização, destacam-se a elaboração conjunta com países de políticas, o desenvolvimento e a difusão de materiais sobre boas práticas, manuais e treinamentos, o estabelecimento de normas e padrões e a intermediação de parcerias entre governo e sociedade civil.
A simulação do Comitê Executivo da UNESCO estimulará uma reflexão sobre o direito à educação e certamente estimulará uma reflexão dos delegados sobre a sua condição de aluno. Com isso em mente, espera-se que ao final da SINUS 2010 os delegados apresentem boas soluções para desafios propostos e, mais importante: que tenham desenvolvido uma noção crítica sobre educação.
Sítios de referência:
- UNESCO – Sítio Oficial (em inglês, francês, espanhol, árabe, russo e chinês)
- UNESCO Brasil – Sítio Oficial (em português)
Equipe responsável:
- Srta. Karolina Castro
- Sr. Ítalo Correa
- Srta. Thaís Fernandes





