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OTCA inaugura projeto de Vigilância em Saúde Ambiental

oms | 31 de março de 2010 | 0:52

Enviada em 10/12/2009.

Começou nesta quinta-feira, 10 de dezembro, a primeira oficina de trabalho do projeto “Sistema de Vigilância em Saúde Ambiental na Região Amazônica”, uma iniciativa da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) que conta com o apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O projeto tem por objetivo adotar um sistema consensual de indicadores e estratégias para institucionalizar a Vigilância em Saúde Ambiental na região amazônica. A previsão é de que o sistema esteja concluído em 30 meses. Esse marco deverá ser adaptado ao contexto dos sistemas nacionais de saúde dos Países Membros da OTCA de forma compatível com o Regulamento Sanitário Internacional.

A partir dessa iniciativa, os responsáveis pelas políticas públicas poderão determinar os fatores de risco e as ações voltadas para a vigilância em saúde ambiental em seus países. Isso facilitará a prevenção, proteção, adaptação e mitigação em casos decorrentes das mudanças climáticas e outros que afetam a saúde humana, como danos ambientais, alterações e contaminação.

O Diretor Executivo da OTCA, Embaixador Mauricio Dorfler, ressaltou que a saúde ambiental é um prioridade para a organização, definida formalmente pelos Chefes de Estado dos países amazônicos durante a Cúpula sobre Mudanças Climáticas realizada no dia 26 de novembro, em Manaus. “A Amazônia é uma área estratégica para os oito países e tem vital importância por seus efeitos na saúde humana a nível local e global”, afirmou Dorfler.

De acordo com o coordenador do projeto, Dr. Manuel Cesário, a construção de um sistema de vigilância em saúde ambienal único na região amazônica terá como componentes a análise da situação atual da saúde ambiental, um processo de capacitação e a validação do sistema.

COTEC
O grupo de trabalho que se reuniu nesta quinta-feira pela primeira vez, em Brasília, formalizou o Comitê Técnico do Projeto OTCA/BID (Cotec) “Sistema de Vigilância em Saúde Ambiental na Região Amazônica”. O Cotec será composto pelos representantes do Ministério de Saúde de cada País Membro da OTCA presente na reunião: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Suriname e Venezuela. Guiana não pôde enviar um representante, mas garantiu seu compromisso e acompanhamento das atividades desenvolvidas através de seu Ministério.

O Cotec se reunirá novamente no sábado, 12 de dezembro. Nesses dois dias de reunião, os delegados apresentarão os Sistemas de Vigilância em Saúde Ambiental atualmente adotados por seus países e definirão as prioridades temáticas que levarão à consolidação de um sistema consensual para a região amazônica. O grupo também deverá construir o perfil dos projetos demonstrativos nas áreas de fronteira e formalizar a agenda de trabalho do projeto.

Fonte: OTCA

Disponível em <http://www.noticiasdaamazonia.com.br/11092-otca-inaugura-projeto-de-vigilancia-em-saude-ambiental/>

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SiNUS visita MIB

Carlos Góes | 24 de novembro de 2009 | 18:06

Sinus MIB 3No último dia 15 de novembro, a Secretária Acadêmica Luana Barney e o Secretário Geral Carlos Góes visitaram as finais do Modelo Intercolegial de Brasília, evento de elite organizado pela Internationali Negotia. Realizado durante um fim de semana em um Hotel Fazenda nos arredores de Sobradinho, o modelo tem por objetivo reunir os delegados que mais se destacaram durante as simulações internas dos colégios de Brasília para a simulação de uma comissão específica. Neste ano, foi simulada a Assembleia Mundial da Saúde. Uma das peculiaridades do evento é a proibição do uso de computadores pelos participantes. Não somente a pesquisa é feita com base no material levado às reuniões, como também os documentos produzidos devem ser feitos à mão.

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Saúde e meio ambiente: o desafio da saúde ambiental

Carlos Góes | 14 de novembro de 2009 | 2:55

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Saúde e meio ambiente: o desafio da saúde ambiental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é um membro do sistema ONU que detém grande relevância, por ser aquele cujo mandato destina-se a cuidar das questões sanitárias referentes aos povos das Nações Unidas. Fundada em 1948 e atualmente dirigida pela Dra. Margaret Chang, a OMS detém o desafio de dirigir e coordenar as ações sanitárias dentro do sistema ONU. Ela também deve determinar as diretrizes a serem mantidas a fim de garantir os objetivos de saúde em todos os países membros das Nações Unidas. Desta feita, dentre suas responsabilidades destacam-se exercer um papel de liderança em relação aos assuntos sanitários mundiais, estabelecer uma agenda de pesquisas, fixar normas e prestar apoio técnico em matéria de saúde a todos os países da organização.

Mesmo tendo sido criada há mais de 60 anos, a OMS tem se preparado, com êxito, para enfrentar os problemas de saúde do século XXI, como aqueles relacionados à questão da poluição, da saúde mental, da saúde ambiental e, mais urgentemente, das pandemias, como a Influenza A e o HIV/AIDS. Contando com mais de 8000 funcionários em 147 países, a OMS tem, de forma bem sucedida agregado o conhecimento de médicos, epidemiologistas e cientistas com a expertise do pessoal administrativo, analistas de sistemas, assim como especialistas em socorro em conflito. Essa gama de experiências distintas reunidas faz com que a OMS possa ser um organismo dinâmico que, aos 61 anos, continue atuando vigorosamente na governança global no campo da saúde.

Para a OMS, saúde ambiental abarca todos os efeitos físicos, químicos e biológicos externos e todos seus efeitos conexos que influenciam o comportamento humano. Ademais, saúde ambiental abrange avaliar e controlar esses fatores ambientais os quais têm o potencial de afetar a saúde. Seu objetivo é prevenir as doenças provocadas por esses elementos e, consequentemente, criar ambientes favoráveis à saúde. Sendo assim, a organização tem como uma de suas funções “promover, com a cooperação de outras agências especializadas, quando necessário, a melhoria da nutrição, da moradia, do saneamento, da recreação, das condições econômicas, do trabalho e de outros aspectos da saúde ambiental”. Dessa feita, vê-se que a promoção da saúde ambiental é um dos mais importantes objetivos da organização.

assembly2Promover a saúde ambiental no século XXI tem sido um grande desafio encarado pela OMS. Isso porque as escolhas dos países por um crescimento econômico desalinhado a um desenvolvimento responsável têm comprometido a saúde das populações. As ameaças à garantia da saúde ambiental variam desde a falta de acesso ao saneamento básico, o que expõe as populações menos favorecidas a doenças como cólera e verminoses, até sérios problemas relacionados à poluição da água, do ar e do solo, chegando a desastres provocados por problemas no funcionamento de usinas atômicas.

Percebe-se assim que tanto países desenvolvidos como aqueles em desenvolvimento podem encarar desafios para a garantia da saúde ambiental. E, em todos os casos, a resposta pode ser levada à prática através de mecanismos limpos de geração de energia, além da reciclagem de detritos. Práticas de desenvolvimento sustentável têm como conseqüência efeitos positivos que favorecem a promoção da saúde ambiental. Tendo consciência que o direito ao desenvolvimento deve ser atingido em consonância com o direito à saúde, a Organização Mundial da Saúde convida os países para sua 63ª Assembléia Mundial da Saúde, para discutir de que formas os membros da Organização podem alcançar o desenvolvimento econômico e mantê-lo em consonância com uma cultura de respeito à saúde ambiental.

Sítios de referência:

  • OMS – Sítio Oficial (em inglês, francês, espanhol, árabe, russo e chinês)
  • OPAS Brasil – Sítio Oficial (em português)

Equipe responsável:

  • Srta. Isabela Cunha
  • Srta. Rebecca Pacheco
  • Srta. Fernanda Leão
  • Srta. Cristal Ribeiro
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